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Nadador capixaba vai à França para avaliar nível de rivais olímpicos

Com boas chances de ir às Olimpíadas, Alan Vitória vai participar do Meeting Olympique de Courbevoie

Nada dos aromas dos perfumes fantásticos ou da maravilhosa culinária francesa. Para o nadador capixaba Alan Vitória, a belíssima Paris terá cheiro de laboratório. Ele quer usar o Meeting Olympique de Courbevoie, competição que acontece em Paris na segunda semana de fevereiro, como local para testar técnicas e estratégias que podem ser usadas nas principais competições de 2016: o Troféu Maria Lenk e, confirmando a vaga olímpica, as Olimpíadas no Rio de Janeiro, em agosto.

Aos 29 anos, o nadador treina no Clube Ítalo Brasileiro e defende o Minas Tênis Clube, vai disputar o pódio nas provas de 50 metros livre e 100 metros livre da competição francesa.

Com o tempo de 48m96s no 100m livres Alan vive a expectativa de participar da primeira Olimpíada e já possui o índice, mas ainda precisa confirmar a vaga na seletiva em abril, no Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro.

Segundo Alan Vitória, a competição vai servir como uma breve preparação para a seletiva olímpica. “Estou treinando muito forte. Essa competição não vai ser fácil e me dá oportunidade de disputar com campeões mundiais. Quero chegar muito bem nesta competição, mas o meu foco é a seletiva olímpica”, explica o nadador.

Adversários

Mesmo não tendo o Meeting Olympique de Courbevoie na França como foco principal, o nadador não tira a importância da competição. Até porque, na piscina francesa estarão fortes rivais que poderão cruzar o caminho do brasileiro durante nas raias olímpicas. Um exemplo da pedreira que ele vai encarar na competição é o atual campeão olímpico dos 50m livre, Florent Manadou.

Nadador capixaba Alan Vitória
Nadador capixaba Alan Vitória
Foto: Satiro Sodre/SSPress

Lá também estarão os nadadores franceses Fréderick Bousquet e Fabien Gilot, ambos também medalhistas mundiais. Mesmo assim o capixaba não se intimida. Ele garante que o objetivo na França e nos Jogos do Rio de Janeiro é uma medalha.

“São grandes nadadores, mas, eu sempre brigo pela medalha, não importa a competição que eu esteja disputando. Chego forte”, afirmou Alan Vitória, que começou a nadar aos cinco anos de idade.

Detalhes que fazem a diferença

Mais do que manter o ritmo de competição Alan Vitória quer aprimorar as técnicas em competições. Segundo ele, toda disputa internacional é uma oportunidade nova para desenvolver técnicas e detalhes que podem fazer toda a diferença para o resultado final.

“É a hora de analisar movimentos de braçadas, a forma com que os adversários se comportam antes de entrar na piscina, por exemplo”, conta o nadador.

A competição também será o momento ideal para estudar os próprios fundamentos dentro da piscina, considerado o ponto fraco do próprio nadador capixaba.

“Estamos sempre no limite. Às vezes você deixa um dedo aberto na hora de fazer o movimento de braçada e perde um ou dois décimos. Pode não parecer nada, mas é isso que separa o ouro de um , pódio. São esses detalhes que tenho que pretendo corrigir”, afirma.

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