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Lutando pela vida, professora faz vaquinha para conseguir cirurgia

Mãe de dois filhos, de 4 e 6 anos, Isabella corre contra o tempo para arrecadar R$ 120 mil

Isabella Bazoni com os filhos
Isabella Bazoni com os filhos
Foto: Arquivo Pessoal

Alto astral e confiante de que tudo vai dar certo, a professora de yoga Isabella Bazoni, de 29 anos, conta com a solidariedade da família, de amigos e de desconhecidos para tentar conseguir R$ 120 mil e fazer uma cirurgia que pode salvar a sua vida. Ela nasceu com uma malformação em uma veia da cabeça, na região da testa, muito importante para o funcionamento do cérebro. Nos últimos dias, as dores aumentaram e a situação se agravou: a qualquer momento ela pode ter a pele da testa rompida. O caso é grave e Bella precisa realizar esse procedimento em São Paulo. Para arrecadar o dinheiro, uma amiga criou uma vaquinha na internet.

A professora é de Vila Velha e se mudou para Viçosa, em Minas Gerais, no início do ano. Mas, por conta da cirurgia, está na casa de uma tia, em São Paulo. Segundo Bella, essa veia drena o sangue do cérebro, é delicada de se mexer e não pode ter grandes impactos. "Eu nasci com ela. Quando abaixo a cabeça, aparece como se fosse um 'galo' de sangue. Fiz ao longo da minha vida três grandes cirurgias, aos 10, 15 e 16 anos, tentando reparar os problemas, mas sem mexer na veia."

O 'galo' na testa de Isabella Bazoni. Ele fica maior quando ela se abaixa
O 'galo' na testa de Isabella Bazoni. Ele fica maior quando ela se abaixa
Foto: Arquivo Pessoal

Em um dos procedimentos, Bella implantou uma tela de titânio na testa. O problema de saúde permanecia estável. "Aí comecei a sentir mais dor que o habitual. Sempre doeu muito e a pele da minha testa foi ficando muito fina ao longo do tempo. Após passar por uma consulta, e gente repetiu todos os exames e vimos que o problema venoso estava muito maior. Cresceu essa malformação e a pele da minha testa está tão fina a ponto de romper espontaneamente. Se ela rompe, eu morro. Não dá nem tempo de chegar em um hospital."

Foto de Isabella Bazoni, com a cabeça inclinada, há 4 anos
Foto de Isabella Bazoni, com a cabeça inclinada, há 4 anos
Foto: Arquivo Pessoal

Como é um caso muito especifico, de acordo com a professora, ela sempre teve dificuldade de encontrar médicos para tratá-la. "Esse médico é o melhor neurocirurgião do Brasil. Ele é muito competente e pegou o caso. No Espírito Santo ninguém quis pegar. Os médicos me encaminharam para grandes centros, porque no Estado não tem um suporte específico de UTI para o meu problema."

Cirurgia

"Esse médico vai fazer um 'remendo', vamos dizer assim, nessa parede do seio sagital (veia). Vai tirar um pedaço de um tecido da perna, para reparar essa veia. Nessa equipe dele tem um grande cirurgião plástico reconstrutor de crânio. A gente vai precisar de enxerto de pele, cartilagem, músculo, osso, que serão retirados da perna e da cabeça. No caso do osso, vai ser retirado da lateral da cabeça", explica.

Rotina

No dia a dia, Isabella usa uma faixa de compressão - aquelas de malhar -, que impede esse 'galo' de inchar. "Quando ele incha, dói. A vida inteira eu dosei essa dor. Eu tenho dois filhos. Não foi uma coisa que me limitou. Tomo muito cuidado para não bater a cabeça. Se vou andar de bicicleta, uso capacete. Mas nesses últimos dois anos a dor tem ficado mais intensa. Tenho usado a faixa 24 horas por dia."

Isabella Bazoni
Isabella Bazoni
Foto: Arquivo Pessoal

Plano de saúde

O plano de saúde da professora cobre os custos com o hospital, mas não os honorários médicos. Por isso, a ideia da vaquinha. "Essa equipe médica não é credenciada em plano de saúde. Tenho que pagar os honorários. E não encontro no meu plano nenhum médico que pegue o meu caso, por ser muito específico. Esse valor vou usar também para pagar as consultas com os especialistas, que custam, em média, R$ 800,00 cada uma. Dentro desses próximos 20 dias a cirurgia acontece, quando o plano autorizar o hospital."

Riscos

Isabella conta que o primeiro grande risco da cirurgia é o de hemorragia, por conta da tela de titânio, que precisará ser descolada. "E eles vão saber muitas coisas só na hora da cirurgia, por exame têm apenas uma prévia."

Mãe de dois filhos, de 4 e 6 anos, ela não foca no lado negativo. "Eu tenho certeza que vai ser um sucesso. Também acredito que essa recuperação vai ser muito rápida, positiva e que eu vou conseguir ter uma vida normal, sem esse 'ovo', que me incomoda muito e me impede ter uma vida plena. Pelos meus filhos, por eles, tudo vale a pena e vai acabar bem."

Ações

Amigos e familiares estão fazendo o que podem para ajudá-la. "Têm rifas de cestas de chocolate e de um tambor. Uma tia minha que trabalha em salão está dando desconto nos serviços e vai me doar o dinheiro. Uma amiga aqui de São Paulo, que faz mapa astrológico, está dando um mapa para quem faz uma doação de R$ 500,00. Um restaurante também vai fazer um evento no dia 23 e me doar tudo que arrecadar."

Isabella comemora o apoio. "Só no primeiro dia conseguimos R$ 10 mil com a vaquinha. Se esse valor continuar, em 12 dias a gente consegue."

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