Notícia

Filha pede ajuda para reencontrar a mãe que não vê há 23 anos

Conheça essa bonita história que fala sobre distância, perdas, amor incondicional e perdão

Reencontro entre mãe e filha

Feira de Santana, Bahia, 1992. Maria Lucia dá à luz a Morgana. Três anos antes, em 1989, nasceu Joelson de Souza Silva, primogênito da dona de casa com o pedreiro Severino da Silva, 56. Ilha de Monte Belo, Vitória, 2015. O portal Gazeta Online recebe uma mensagem de uma filha procurando pela mãe. E assim começa essa bonita história que fala sobre distância, perdas, amor incondicional e perdão.

A protagonista chama-se Morgana, tem 23 anos e reside na Bahia. Ela procurou o Gazeta Online para contar que a mãe, Maria Lucia, após se separar do pai, Severino, foi morar com uma amiga, a aposentada Ivone Rosa da Paz, hoje com 73 anos. Junto com Maria Lucia foram Morgana, com um mês de nascida, e Joelson, com cerca de três anos.

Severino e Maria Lucia são os pais biológicos de Morgana
Severino e Maria Lucia são os pais biológicos de Morgana
Foto: Gazeta Online

Passado algum tempo, Maria Lucia decidiu ir embora de Feira de Santana para tentar ganhar a vida em outra cidade, deixando Morgana com Dona Ivone e levando o filho mais velho, Joelson. Desde então Maria Lucia nunca mais foi vista.

Abandonada pela mãe, Morgana viveu com Dona Ivone até os cinco anos de idade, quando o pai e a madrasta decidiram lutar por sua guarda. Ela garante que morando com Ivone ou com o pai, nunca lhe faltou amor. Porém, a vontade de conhecer a mãe e o irmão foi um sentimento que sempre a acompanhou.

Aos 23 anos e com um bebê de três meses, Morgana decidiu reiniciar as buscas pelo paredeiro de Maria Lucia e Joelson. Ela conseguiu documentos em que constavam o nome completo, CPF e endereço dos dois e, através de uma reportagem publicada no Gazeta Online, descobriu que o irmão Joelson havia sido assassinado no ano de 2009, aos 19 anos.

De posse dessas informações, Morgana teve a ideia de entrar em contato com o portal Gazeta Online para pedir ajuda para localizar a mãe.

Fomos atrás

Após pesquisa, nós conseguimos outra informação sobre a família de Morgana. Segundo mais uma matéria publicada pelo portal, a baiana teria outro irmão, José Roberto de Souza, de 15 anos, também assassinado, em 2010.

Depois de finalizar as pesquisas e apurar os fatos, o Gazeta Online entrou em contato com o antigo líder comunitário do Morro do Jaburu, Sebastião Luiz do Carmo Castro, para pedir apoio na busca por Maria Lúcia. Sebastião não só apoiou como também acompanhou a nossa equipe até a casa dela, ajudando na importante missão de tentar promover um reencontro entre mãe e filha, afastadas há 23 anos.

Encontramos Maria Lucia

Apenas 44 anos de idade, um rosto sofrido e uma expressão marcada pela dor da perda de dois filhos. Atualmente, Maria Lucia vive da contribuição da comunidade católica do Jaburu. Segundo Sebastião, ela não tem condições de trabalhar porque a morte dos filhos deixou algumas sequelas emocionais e psicológicas.

Além dos filhos Joelson, Morgana e José Roberto, Maria Lucia também é mãe de Thamires Gomes, de 14 anos, e do pequeno João Pedro, de 8 anos, que vive com o pai.

Expectativa

Hoje, mais de 20 anos, mil quilômetros de distância e dificuldade financeira separam Morgana de Maria Lúcia, que sonham em se reencontrar pessoalmente. Felizmente elas agora conseguem se falar pelo celular por meio do número que conseguimos e trocamos entre as duas. Mas o encontro de verdade pode demorar um pouco mais.

Morgana, o marido Jair e a filha Nicolly
Morgana, o marido Jair e a filha Nicolly
Foto: Arquivo Pessoal

"Minha bebê nasceu prematura e ainda precisa de alguns cuidados. Além disso, eu e meu marido precisamos juntar o dinheiro necessário para fazer a viagem até Vitória. Agora que eu sei que ela está viva e onde mora, espero que no máximo em três meses a gente possa ir a Vitória para eu poder abraçá-la", afirmou Morgana.

A casa de Dona Lúcia é muito humilde e não tem como acomodar a filha, genro e neto que querem sair de Feira de Santana para conhecê-la. Eles teriam que pagar para ficar em algum hotel, além dos custos da viagem. Como o bebê de Morgana ainda é muito pequeno, ela prefere esperar um pouco e tentar juntar dinheiro, mas ela pede ajuda dos internautas para contribuírem por um final feliz para esta história.

Solidariedade

Quem puder fazer qualquer doação para a família deve depositar na conta de Jair Brito Santana, esposo da Morgana, a filha que quer poder abraçar a mãe.

Caixa Econômica Federal | Agência: 4109 | Operação: 013 | Conta: 37225-6 | Contato: (75) 9951-3288

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