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Jiboia é flagrada 'passeando' em areia de praia em Vila Velha

O estudante Leandro Borini flagrou o réptil na Praia de Itaparica, no último domingo; de acordo com o biólogo Iago Ornelas, animal não possui veneno, mas pode trazer riscos

Cobra foi flagrada na Praia de Itaparica, em Vila Velha
Cobra foi flagrada na Praia de Itaparica, em Vila Velha
Foto: Reprodução

O estudante de Educação Física Leandro Borini, de 22 anos, flagrou na noite do último domingo (14), por volta das 18h30, uma jiboia 'passeando' pelas areias da Praia de Itaparica, em Vila Velha. Ele estava voltando de uma caminhada.

Ao Gazeta Online, o estudante afirmou que havia muitas pessoas na praia quando o réptil apareceu. Ele disse que acionou os órgãos ambientais e o Corpo de Bombeiros, mas não conseguiu atendimento. "O 190 falou que iria encaminhar uma unidade no local para fazer a retirada do animal, mas não apareceu ninguém, segundo ele. Só depois que apareceu uma bióloga que disse que ia vigiar e ligar para que alguém fizesse a remoção", contou.

De acordo com Leandro, essa foi a terceira vez que encontrou serpentes em praias de Vila Velha, sendo duas em Itaparica e uma na Praia da Costa. "A região tem muitos roedores e corujas buraqueiras. As cobras devem estar se reproduzindo no local e se alimentando desses animais", finalizou.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou não houve nenhum acionamento específico para os bombeiros. Já a Polícia Ambiental informou que não realiza o recolhimento de animais que não envolvam situação de crime. "No entanto, sendo solicitado pelo Município, O BPMA auxilia nos casos em que há risco iminente da integridade física do cidadão". O Ibama foi acionado no final da tarde desta terça-feira (16) mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno.

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"UM DOS AMBIENTES QUE ELES REALMENTE OCUPAM SÃO AS RESTINGAS" 

O biólogo Iago Ornelas contou à reportagem que é comum encontrar o animal em áreas de restingas, porém ele afirma que em praias muitos movimentadas, por ser um local antropizada — que é a ação do ser humano sobre o meio ambiente — é raro encontrá-las.

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"Esses animais têm uma ampla distribuição na Mata Atlântica e um dos ambientes que eles realmente ocupam são as restingas. Então, por exemplo, no Paulo César Vinha, que é uma área de restinga, perto do mar, de uma conservação ambiental em um nível mais elevado, nós conseguimos encontrar esses animais com uma certa facilidade".

Apesar de não possuir veneno, Iago afirma que o réptil pode trazer riscos às pessoas, como a asfixia ou estrangulamento. "Apesar dessa cobra não possuir peçonha, não possuem dentes que não conseguem ocular veneno, ela com certeza é um risco pra população em torno. Ela tem dentes afiados e um corpo muito forte".

O biólogo acrescenta que, ao encontrar o animal, os órgãos ambientais ou o Corpo de Bombeiros devem ser acionados imediatamente para o recolhimento. "O principal risco que pode acontecer é uma pessoa inexperiente tentar capturar. Essa captura, essa coleta, tem que ser feita por uma pessoa experiente, exatamente pela periculosidade que tem, devido aos dentes, devido à construção que ela tem, de apertar o corpo muito forte", finalizou.

 

 

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