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Desemprego fecha 2015 em 6,8%, maior desde 2009

A medição ocorreu em seis regiões do país

 

A pesquisa foi iniciada em 2002
A pesquisa foi iniciada em 2002
Foto: Fiorella Gomes

RIO - A taxa de desemprego medida pelo IBGE nas seis maiores regiões metropolitanas do país (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) terminou o ano passado em 6,8%, no maior nível desde 2009, logo após a crise financeira internacional. Em 2014, ela havia sido de 4,8%, a mais baixa de toda a série histórica, iniciada em 2002. A taxa de dezembro ficou em 6,9%, frente aos 7,5% registrados no mês anterior e os 4,3% de dezembro de 2014. Esta é a maior taxa para o mês desde 2007. Os dados captados pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) refletem os efeitos do baixo crescimento da economia no mercado de trabalho.

O aumento de dois pontos percentuais na taxa média de desemprego do ano, de 4,8% em 2014 para 6,8% em 2015, é o maior de toda a série anual da pesquisa, iniciada em 2002, e interrompeu a trajetória de queda que ocorria desde 2010.

Em 2015, a média anual da população desocupada foi estimada em 1,7 milhão, contingente 42,5% superior à média de 2014, que foi de 1,2 milhão de pessoas, o que representa o maior crescimento desse grupo na série histórica. Por outro lado, a população ocupada teve uma redução de 400 mil pessoas, ficando em 23,3 milhões, recuando 1,6% em relação a 2014, quando haviam 23,7 milhões de pessoas empregadas. Este é o segundo ano seguido de queda da população ocupada em toda a série.

A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, levantamento mais abrangente do IBGE, que contém informações de todas os estados brasileiros e do Distrito Federal, também mostra deterioração no mercado de trabalho. A taxa ficou em 9% no trimestre encerrado em outubro. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, foi a décima vez seguida que a taxa de desemprego cresceu. O resultado é o mais alto da série, iniciada em 2012. No mesmo período de 2014, o desemprego estava em 6,6%. Já o rendimento real ficou em R$ 1.895, 0,7% a menos do que no trimestre encerrado em julho.

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