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'Dá para ser feliz desempregado e com boletos a pagar', diz psicóloga

Mestre em psicologia e autora de 40 livros, Maria Tereza Maldonado diz que não é o prestígio profissional que traz a verdadeira felicidade

Maria Tereza Maldonado
Maria Tereza Maldonado
Foto: Divulgação

Mestre em psicologia e autora de 40 livros, Maria Tereza Maldonado diz que não é o prestígio profissional que traz a verdadeira felicidade. Nem o status e, muito menos, o dinheiro. “Construir bons relacionamentos e descobrir o sentido da própria vida são fatores fundamentais para a felicidade duradoura”, diz ela, que lança o livro “Construindo a felicidade — A ciência de ser feliz aplicada no dia a dia” (Ideias e Letras), amanhã, na Travessa de Botafogo. Ela conversou com Maria Fortuna.

Dá para ser feliz em situações bem adversas? Como, por exemplo, estando desempregado(a) e com muitos boletos a pagar?

Sim. Fazendo uma construção interior de que problemas são a oportunidade de se descobrir novos recursos internos. Desempregados descobrem novos talentos nesse momento. Existe o crescimento pós-traumático.

Felicidade, então, não é a ausência de problemas?

De jeito nenhum. Felicidade é estarmos bem interiormente para lidar com eles. Há várias maneiras de construir a felicidade. A menos duradoura é através da euforia, quando se consegue ou se ganha algo. Isso é passageiro. Se for ligada ao consumo, então, dá uma insatisfação permanente.

A senhora entrevistou 190 pessoas para o livro. Descobriu o que traz felicidade?

Não é prestígio profissional, status ou dinheiro, mas construir bons relacionamentos (com filhos, amigos, etc), o que dá a alegria de estar vinculado. Descobrir o sentido da sua vida, viver com propósito, se dedicar a uma causa também é construir felicidade serena. Pessoas que levam uma vida mais simples, em contato com natureza, alcançam uma felicidade mais perene.

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