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Toninho Pavão volta a cumprir pena em presídio capixaba

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Toninho Pavão está na Penitenciária de Segurança Máxima II, em Viana

Um dos criminosos mais perigosos do Estado, José Antônio Marim, o Toninho Pavão, retornou para o Espírito Santo. Por quase nove anos ele cumpriu pena no Presídio Federal de Rondônia. 

 

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Toninho Pavão está na Penitenciária de Segurança Máxima II, em Viana, desde o a última quinta-feira (22).

 

Ainda segundo a nota o retorno do detento é um procedimento normal em se tratando de trânsito de presos que não permanecem por algum tempo em seus estados de origem.

 

 

A Sejus acrescentou que Toninho Pavão está recebendo o mesmo tratamento dispensado aos outros presos da unidade prisional, conforme prevê a lei.

 

Advogado vai tentar transferência para outro Estado

 

Em entrevista ao G1 Espírito Santo, na manhã desta segunda-feira (26), o advogado do acusado, Marco Antônio Gomes, disse que Toninho Pavão retornou contra a vontade. “Ele queria permanecer em Rondônia ou ir para Minas Gerais para ficar mais perto da família. No Espírito Santo ele será perseguido. Eu ainda o defendo e continuarei dizendo que ele é inocente”, disse Gomes.

Marco Antônio Gomes disse que vai estar com Toninho Pavão ainda na manhã desta segunda-feira e vai tentar uma transferência dele para Minas Gerais

 

Mais perigoso do Estado

 

Toninho Pavão foi preso em 2000, suspeito de liderar uma quadrilha de tráfico de drogas que tinha ligações fora do Estado e até fora do país. O bando trazia as substânsias de Rondônia e fabricavam as drogas em grande quantidade em um laboratório em Putiri, na Serra.

Cerca de seis meses depois ele foi preso novamente, apesar de já estar na cadeia, acusado de continuar chefiando o tráfico de dentro da prisão.

Em 2003 ele fugiu do presídio de segurança máxima de Viana pela porta da frente vestido de mulher, atravessando oito portões fechados com cadeados sem arrombar nenhum deles. Toninho saiu do Estado em um avião roubado. Dezenove surpevisores que trabalhavam no presídio no dia da fuga foram exonerados.

Ele foi recapturado em Dezembro de 2004 em Belo Horizonte. investigações da Polícia Federal mostraram que nos cinco anos anteriores, Pavão e a quadrilha dele assaltaram cerca de 100 bancos, no Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Minas e Bahia. A Polícia Federal estima que a quadrilha movimentava mensalmente cerca  de 1,5 tonelada de maconha, comprada na fronteira do Paraguai

Em 2006, Toninho deu a ordem da execução de um casal de dentro do presídio de Segurança Máxima de Viana, onde estava preso. Logo em seguida, ele foi transferido, junto com outros presos de alta periculosidade para a penitenciária Federal de Segurança Máxima, em Catanduvas, no Paraná. Insatisfeito com a transferência, Toninho é suspeito de ter ordenado mais de 19 incêndios a ônibus na Grande Vitória.


Em seguida ele foi para o Presídio Federal de Rondônia, aonde ficou até voltar para o Estado.

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