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Estudante que caiu de tobogã terá que fazer outra cirurgia

Maria Eduarda Caran Soares permanece em coma e continuará em UTI por mais sete dias

Maria Eduarda Caran Soares, 22, permanece internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
Maria Eduarda Caran Soares, 22, permanece internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
Foto: Reprodução/Instagram

Quatro dias após ter caído de um escorregador inflável, durante uma festa da sua turma de Direito, numa faculdade privada, em Vitória, Maria Eduarda Caran Soares, 22, permanece internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob estado de coma induzido. A expectativa da família é de que ela receba alta dos cuidados intensivos em sete dias.



Maria Eduarda sofreu traumatismo craniano. Já foi submetida a uma cirurgia e necessitará de outra, posteriormente, segundo sua mãe, a decoradora Soraya Caran Caser, 43, que pediu “muitas orações” para que sua filha se recupere.



A jovem, segundo informações que foram passadas por colegas de turma à sua mãe, caiu da escada do brinquedo – que estava montado na rua, em frente à Faculdade de Direito de Vitória (FDV), por volta das 11 horas da última sexta-feira – de uma altura estimada em 2,5 metros.



Há informação de que Maria Eduarda teria sido lançada ao chão quando outra pessoa que estava no brinquedo, também chamado de tobogã, pulou.


Formatura



A festa temática – neste ano o tema foi Parque de Diversões – é tradição dos alunos da FDV, como preparação para a formatura. Maria Eduarda, junto com seus colegas, estava se preparando para participar das atividades, que envolvem colação de grau e baile, previstas para o período de 30 e 31 de julho, e 1º de agosto.



Informações dão conta de que quase 50 pessoas estariam participando da festa, organizada pelos próprios alunos, onde estavam montados um pula-pula e um escorregador inflável. O evento foi interrompido após o acidente.



A jovem foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e permanece na UTI do Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória.



Nas redes sociais, familiares e amigos pedem orações. Dona Soraya, ontem, não apontou culpados para o acidente, e fez questão de agradecer a todos que vêm manifestando apoio, além da equipe de médicos e demais servidores do hospital.



Facebook



“Infelizmente foi uma fatalidade. Não existem culpados, isso poderia ter acontecido em qualquer lugar. Muito triste o ocorrido, principalmente por ter acontecido num contexto de comemoração pela formatura!”, publicou Pedro Fraga.



"Por isso que não gosto daqueles brinquedos infláveis, é um perigo! Olha aí!", publicou Bruna Goronci.



“Gente, isso é uma fatalidade! Os formandos têm que comemorar mesmo – e muito! Que ela melhore para colher os louros dessa honrada profissão. Oremos por ela", publicou Edirlanne Rossi



“Que o Senhor possa restaurar sua saúde!”, publicou Leilaine Camargo.



Relato de mãe



“O que aconteceu foi uma fatalidade”, diz Soraya Caran Caser, mãe de Maria Eduarda



Soraya Caran Caser acompanha a filha Maria Eduarda, na expectativa de vê-la superar um quadro ainda grave
Soraya Caran Caser acompanha a filha Maria Eduarda, na expectativa de vê-la superar um quadro ainda grave
Foto: Fernando Madeira - Gz

Soraya Caran Caser se disse confiante na recuperação da filha, vítima de um acidente que ela definiu como fatalidade.



O que aconteceu com a filha da senhora?


Ela sofreu traumatismo craniano de grau quatro, numa escala de um a cinco. Foi submetida a uma cirurgia, e o médico já nos informou que depois será necessária outra.



E como ela está reagindo?


Maria Eduarda está em coma induzido, mantendo os sinais vitais. Hoje começou a receber alimentação por sonda. Seu estao é grave.



Qual é a previsão?


Eu e o pai dela fomos informados que a previsão é de que ela permaneça na UTI por mais sete dias, e que depois vá para o quarto.



E qual é a sua expectativa?


Já sabemos que será um lento processo de recuperação, mas eu mantenho a fé e a esperança de que minha filha vá superar tudo isso.



Como a define?


Minha filha é muito ativa. Na verdade, tem ritmo de atleta. É capaz de correr 16 km, levanta às 5h, vai à academia de ginástica todos os dias. E isso vai ser bom, agora, para ajudá-la na sua recuperação. Maria Eduarda também é muito vaidosa. Está sendo muito difícil para mim vê-la, na UTI, naquela situação...



A senhora aponta algum culpado nessa situação?


O que aconteceu foi uma fatalidade, mas esses brinquedos não podem ser montados dessa forma. Eles são feitos para crianças, mas estavam ali instalados para uso de adultos.



Quando a senhora e sua filha coversaram, antes do acidente?


Há uns 15 dias. Moro na Bahia, e ela veio morar com o pai desde o primeiro ano do ensino médio. Mas somos muito ligadas. Eu e o pai dela somos separados, e constituímos novas famílias. Mas minha filha tem a felicidade de ter dois pais e duas mães que a amam.

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