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Polícia apresenta sete envolvidos no assassinato de PM na Serra

Em depoimento, os presos informaram que os dois policiais chegaram no baile funk atirando e, por isso, acreditaram ser um ataque de uma gangue rival

Os sete suspeitos de envolvimento no assassinato do policial militar Ítalo Bruno Pereira Rocha, 25 anos, foram apresentados na manhã desta terça-feira (1º) na Secretária de Estado da Segurança Pública (Sesp), em Vitória. 

Em depoimento, os sete presos informaram que os dois policiais chegaram no baile funk atirando e, por isso, acreditaram ser um ataque de uma gangue rival. A versão não convenceu a polícia, que ainda investiga o caso. O outro policial militar que ficou ferido durante o ataque está prestando depoimento. 

Veja a participação de cada um dos criminosos

(Ordem de apresentação da esquerda para a direita)

Yago Ribeiro Chaves, 23 anos, Fabio Barbosa da Cruz, 21 anos, Ruan Carlos Alves Rodrigues, 25 anos, Weverton Siqueira, o Robalinho, 25 anos, Fabrício Barbosa da Cruz, 21 anos, Weverton Silva Rodrigues, 21 anos e Leonardo Siqueira de Oliveira, o Leo do Campo, 21 anos, foram apresentados na Sesp
Yago Ribeiro Chaves, 23 anos, Fabio Barbosa da Cruz, 21 anos, Ruan Carlos Alves Rodrigues, 25 anos, Weverton Siqueira, o Robalinho, 25 anos, Fabrício Barbosa da Cruz, 21 anos, Weverton Silva Rodrigues, 21 anos e Leonardo Siqueira de Oliveira, o Leo do Campo, 21 anos, foram apresentados na Sesp
Foto: Mayra Bandeira

1º - Yago Ribeiro Chaves, 23 anos

Atirou contra o PM que morreu e estava com o aparelho celular do soldado Ítalo. Foi reconhecido pelo soldado ferido na ocasião.

2º - Fabio Barbosa da Cruz, 21 anos

Com ele foi encontrado o talão de cheques do soldado Ítalo. Estava com o irmão durante a morte do PM.

3º - Ruan Carlos Alves Rodrigues, 25 anos

Jogou diversas vezes uma grande pedra na cabeça do soldado Ítalo, provocando esmagamento do crânio da vítima.

4º - Weverton Siqueira, o Robalinho, 25 anos

Atirou pedras contra o policial Ítalo.

5º - Fabrício Barbosa da Cruz, 21 anos

Irmão gêmeo de Fabio, jogou uma pedra no soldado e participou dando vários golpes na vítima. Na casa dele foi encontrado o talão de cheque do PM e roupas sujas de sangue.

6º - Weverton Silva Rodrigues, 21 anos

Deu vários tiros no policial.

7º - Leonardo Siqueira de Oliveira, o Leo do Campo. 21 anos

Aparece no vídeo atirando contra o PM com um revólver prateado

Com informações de Mayra Bandeira

Polícias realizaram operação em Jardim Carapina

Uma caçada implacável foi realizada nesta segunda-feira (31) pelas polícias Civil e Militar em busca dos autores do assassinato do soldado da PM Ítalo Bruno Pereira Rocha, 25 anos, morto com tiros, pancadas e pedradas no rosto. O crime aconteceu na noite de domingo, em Jardim Carapina, na Serra.

Desde então, os policiais realizaram um verdadeiro pente fino pelas ruas, becos e casas que serviam de esconderijo para criminosos. No final do dia, sete pessoas foram presas detidas na Divisão de Homicídios e Proteção á pessoa (DHPP) por suspeita de envolvimento no crime.

Parte do crime foi registrado por câmera de segurança

O relógio marcava 22h10 quando as câmeras de vivdeomonitoramento da Prefeitura da Serra registraram as primeiras movimentações de moradores, no momento em que o soldado Ítalo foi atacado por bandidos, em Jardim Carapina.

Direcionada para o lado contrário do local do crime, inicialmente, ela não flagra o momento em que o soldado cai no chão. Quando a câmera é apontada para a Avenida Nossa Senhora da Saúde, Ítalo já está caído. Seis moradores se aproximam da vítima, porém, segundos depois, voltam correndo. Um minuto se passa até que dois bandidos chegam de bicicleta.

Um deles usa a roda da frente para golpear a cabeça do soldado. Enquanto isso, o outro pega uma pedra e também atinge o rosto do policial. O bloco de concreto é jogado por diversas vezes contra a vítima.

Na sequência, outros quatro criminosos chegam. Armados, dois deles descarregam um revólver e uma pistola na cabeça do PM. Não satisfeito, outro bandido ainda joga a pedra mais duas vezes na cabeça do soldado. Uma viatura da Polícia Militar passa pelo local, em alta velocidade e com o giroflex ligado, cerca de dez segundos depois dos bandidos escaparem. Neste momento, o soldado já não tinha mais vida.

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