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Acusado de matar e estuprar namorada em Vila Velha vai a Júri Popular

O crime aconteceu em junho de 2014 e chocou os capixabas

Um dos acusados de matar a jovem Gabryella Oliveira Bonfim Sampaio, 24 anos, e enviar o vídeo para a mãe dela, vai a Júri Popular, em Vila Velha. O ex-namorado da vítima, Thiago Rosa do Sacramento, 27 anos, é acusado e homicídio triplamente qualificado por estuprar a moça, matá-la e ainda gravar um vídeo e mandar para a mãe da vítima. O crime aconteceu em Novo México, em 2014.

Para a Juíza Ana Amélia Bezzerra Rêgo, da 4º Vara Criminal de Vila Velha, as provas até então reunidas constituem fortes indícios contra Tiago. Os depoimentos do acusado, assumindo os atos, coincidem com o de uma testemunha, levando a magistrada a considerar a existência do crime como inquestionável.

A jovem foi assassinada com seis facadas no pescoço. Os criminosos ainda colocaram um celular dentro da boca dela e cortaram os cabelos. No Departamento Médico Legal (DML), uma faca foi encontrada na vagina da jovem. Gabryella era mãe de três filhos.

Dois homens foram acusados do crime: o namorado de Gabryella, Thiago Rosa do Sacramento, 25, e o amigo dele, Lucas Manhães Brício, 19. Os dois foram presos em junho, alguns dias depois do fato. Segundo o delegado Adroaldo Lopes, na época titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), os dois confessaram o crime na delegacia.

Eles gravaram com o celular toda a violência sexual e enviaram o vídeo para a mãe da vítima, antes de matá-la.

NA COPA

O casal assistiu ao jogo de Brasil X Camarões em uma casa de shows em Vila Velha e, por volta das 20h, deixou o local junto, seguindo para a casa onde Thiago morava. Antes de violentar a namorada, junto com Lucas, Thiago ligou para a mãe de Gabryella dizendo que iria estuprar e matar a jovem. E foi o que fez.

A tortura e a violência sexual contra Gabryella foi filmada pela dupla. O vídeo da barbárie foi enviado às 22h53 para a mãe de Gabryella, a doméstica Neize Oliveira Bonfim, que era contra o namoro da filha.

Neize não conseguiu visualizar o registro durante a noite, mas ficou preocupada e passou a ligar para Gabryella na tentativa de falar com a filha, mas todas as chamadas caíam na caixa postal.

FAMÍLIA ERA CONTRA

A família da jovem era contra o relacionamento do casal, há 8 meses juntos. O motivo, segundo parentes, Thiago era ex-presidiário e usuário de drogas. Além disso, ele tinha ciúmes da vítima e havia agredido Gabryella no jogo do Brasil contra o México, depois que ela saiu com amigas.

“No vídeo, ele violentava a minha filha e ela só gritava, pedindo para parar. Liguei para a polícia e fui até a casa. Eu cheguei primeiro e percebi que havia uma pessoa lá dentro”, lembrou Neize.

Quando entrou na casa, a polícia encontrou Gabryella morta, caída no chão, ensanguentada e vestindo apenas uma camiseta da Argentina.

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