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Fotógrafos capixabas realizam exposição sobre tragédia do Rio Doce na Bulgária

Lordêllo e Bianconi produziram quase 20 mil fotos, captadas desde a foz, em Regência, no Espírito Santo, até Governador Valadares, em Minas Gerais

Os fotógrafos capixabas Gabriel Lordêllo e Tadeu Bianconi foram convidados a expor na cidade de Varta, na Bulgária, fotografias que fizeram das consequências da tragédia da lama da Samarco no Rio Doce. As 30 imagens selecionadas pelos fotógrafos farão parte da exposição  “Watu – Rio Doce”. O nome faz referência a como os índios Krenak, povo que habita a região, chamam o Rio Doce.

Lordêllo e Bianconi produziram quase 20 mil fotos, captadas desde a foz, em Regência, no Espírito Santo, até Governador Valadares, em Minas Gerais. Foram dez viagens para região e três sobrevoos, totalizando 30 dias de produção.

A exposição é organizada pela ONG búlgara Sea Blue, que trata de fotografia e assuntos voltados ao meio ambiente. "Tadeu e eu já fizemos exposições na Bulgária e o Tadeu conheceu a Radomira Ivanova. Eles acompanharam nosso trabalho na internet e nos chamaram", diz Lordêllo.

O fotógrafo explicou também que o intercâmbio acontece muito por conta dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. "Eles quiseram levar algo do Brasil para lá", conta.

Lordêllo também exalta o interesse de todo o país para a cultura. "A gente aceitou o convite também por esse interesse deles. O que a gente fez foi factual, mas usamos a linguagem da arte, da fotografia. Nosso objetivo com isso tudo foi mostrar a tragédia para todo mundo", explica o fotógrafo.

Tadeu Bianconi e Gabriel Lordêllo irão até a Bulgária participar da abertura da exposição, que acontece do dia 19 de agosto a 9 de setembro. No dia 25 de agosto os artistas irão participar de uma palestra para jornalistas, acadêmicos e ambientalistas búlgaros.

Os fotógrafos foram contemplados com o edital de locomoção da Secretaria de Cultura do Espírito Santo, Secult, que custeou as passagens para Bulgária.

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