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Morador que agrediu faxineira admite que comprou 15 pinos de cocaína

O bacharel em Direito Bertrand Aron Vibert Franceschi disse, em depoimento, que não se lembra da agressão

Bertrand Aron Vibert Franceschi, de 31 anos, espancou a funcionária do prédio onde mora, na Praia do Canto, em Vitória
Bertrand Aron Vibert Franceschi, de 31 anos, espancou a funcionária do prédio onde mora, na Praia do Canto, em Vitória
Foto: Reprodução do Instagram

O bacharel em Direito Bertrand Aron Vibert Franceschi, de 31 anos, que espancou uma faxineira do prédio onde mora, admitiu, em depoimento à polícia, que comprou 15 pinos de cocaína e consumiu alguns. 

"Não lembro de nada, mas claro que me arrependo. Eu não tinha rixa e nem problemas com ela. O que eu tiver que resolver agora, vou resolver com o juiz", disse em entrevista. 

No depoimento ao delegado Ezequiel Barreiros, Bertrand contou que "saiu na quinta-feira (29) para festejar e acabou bebendo e usando cocaína. Depois teve um branco e só se lembra de ter voltado a si ferido e sendo acusado de ter agredido violentamente a faxineira".

Ele também disse, no depoimento, que comprou 15 pinos de cocaína e usou alguns. Afirmou ainda que "não sabia onde estavam seus documentos e o telefone celular. E que já tinha se comunicado com a mãe por telefone".

Bertrand Aron espancou a funcionária do prédio onde mora, na Praia do Canto, em Vitória, na tarde desta quinta-feira (29).

Pai pede desculpas à vítima

Abalado com a notícia de que o filho foi preso por agredir a faxineira, o médico José de Nazaré Valmont Franceschi, de 67 anos, pediu desculpas à vítima. 

"Espero que ela se recupere bem. Peço desculpas pelo meu filho. Não o criei para isso. Ainda busco entender o que aconteceu", disse o médico, de Manaus, Amazonas, onde mora a família de Bertrand.

Segundo José, o filho veio morar em Vitória há dois anos, por causa de uma namorada que tinha no Estado. Nesse período, o jovem, segundo o pai, terminou o curso de Direito e chegou a fazer a primeira fase da prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

"Só peço a Deus que nos dê uma solução, que me ajude a entender o que aconteceu", desabafou Franceschi.

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