Notícia

Manato exonera assessora citada pela PF por inflar protesto de PMs

O relatório da Polícia Federal também cita o ex-deputado federal Capitão Assumção e Carlos Manato (SDD-ES) por terem participado na linha de frente da comunicação e da logística do motim que parou a Polícia Militar do Espírito Santo

Manato afirmou que vai exonerar funcionária que incentivou a paralisação dos PMs no ES
Manato afirmou que vai exonerar funcionária que incentivou a paralisação dos PMs no ES
Foto: LUCIO BERNARDO JR

O deputado federal Carlos Manato (SDD-ES) informou que irá exonerar a funcionária comissionada de seu gabinete, Izabella Renata Andrade Costa. Ela foi citada no relatório da Polícia Federal por ter incentivado a manifestação que parou a Polícia Militar do Espírito Santo.

A funcionária e o deputado estariam ligados a grupo político ligado ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O grupo é citado por ter participação na linha de frente da comunicação e da logística do motim que parou a Polícia Militar. O deputado nega participação.

Além de também incentivar a manifestação, Izabella engrossou as fileiras em frente aos quartéis e ajudou a distribuir alimentos às mulheres, segundo publicou em sua conta no Facebook.

Leia também

- Aliados de Bolsonaro articularam comunicação e logística de motim da PM

- "Ganhei ou perdi? Acho que fiquei neutro", diz Carlos Manato sobre motim

- Boatos que espalharam o caos durante greve da PM foram criados fora do ES

“Só fiquei sabendo que ela foi para frente do Batalhão e o marido disse que não foi. Ela apenas cuida das minhas redes sociais, a única coisa que que posso fazer é exonerá-la do cargo assim que acabar o feriado, no dia 1 de março”, comenta Manato.

O deputado afirma que Izabella é esposa do ex-policial Walter Matias Lopes, que também usou as redes sociais para incentivar as manifestações, e não vai se responsabilizar pelo que foi feito por ela. “Eu não dei autorização para realizar nada e não vou pagar por algo que eu não fiz”, comenta.

Manato também é citado

No entanto, o relatório da Polícia Federal também cita o ex-deputado federal Capitão Assumção e Manato por terem participado do motim que parou a Polícia Militar do Espírito Santo. Ele negou ter incentivado o movimento e disse que ficou neutro durante o processo.

“Não tem nenhuma publicação minha que incita o movimento, estou neutro nas publicações. Hora nenhuma falei em motim e fiz publicação para falar mal do Governo, a única coisa que sempre pedi foi diálogo”, diz.

Ver comentários