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Quase 200 mortes em 21 dias de paralisação

Uma das vítimas foi comerciante assassinado nesta sexta-feira (24) na Serra

A greve da Polícia Militar chegou ao 21º dia nesta sexta-feira com o registro de 199 homicídios no Estado. De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Espírito Santo (Sindipol), esse número é equivalente ao total de assassinatos ocorridos na Grande Vitória e no interior, entre o dia 4 de fevereiro, dia em que começou o movimento, até sexta-feira (24).

Entre as mortes registradas ontem na Grande Vitória, está a do comerciante Jucilanio de Souza Santos, de 47 anos. Jucilanio foi assassinado com um tiro na cabeça, dentro do restaurante dele, por volta das 6h30, no bairro Jardim Limoeiro, na Serra.

O comerciante tinha acabado de abrir o estabelecimento “China Tem”, que também funciona como lanchonete, quando o bandido entrou no local e o matou.

Empresário é morto em Jardim Limoeiro
Empresário é morto em Jardim Limoeiro
Foto: Bernardo Coutinho

De acordo com informações dos investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassino chegou ao local de carro.

Ele teria estacionado o veículo na Rua Guimarães Nunes e esperado o movimento da lanchonete diminuir. Segundo moradores, era comum as pessoas tomarem café da manhã no estabelecimento.

Assim que o movimento do local diminuiu, o bandido saiu do carro armado com uma pistola e entrou na lanchonete. Ao chegar, já com a arma na mão, exigiu que os clientes virassem as costas e não olhassem para ele.

Em seguida, teria obrigado Jucilanio a levantar a camisa e atirado contra a cabeça do comerciante. Após o disparo, o assassino entrou no veículo e fugiu.

Homens do Exército, da Força Nacional e da Polícia Militar estiveram no local para atender a ocorrência. Momentos depois, policiais da DHPP e peritos da Polícia Civil realizaram o trabalho, antes de removerem o corpo de Jucilanio, que estava caído atrás do balcão do restaurante.

Familiares do comerciante estiveram no local e ficaram muito abalados com a situação, assim como os funcionários do estabelecimento, que já funcionava no bairro há mais de dez anos.

De acordo com moradores, Jucilanio era muito querido e não teria problemas aparentes com ninguém na região.

A irmã da namorada da vítima, uma advogada de 40 anos, lamentou o assassinato do cunhado e disse que o considerava um membro da família. “Ele namora com a minha irmã há três anos. Era uma pessoa maravilhosa. Não conseguimos entender como isso aconteceu”, relatou.

A polícia não adiantou qual foi a motivação para o crime, e nenhum suspeito foi identificado. O caso será investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) da Serra.

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