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Vereador que pousou helicóptero na praia da Bacutia é indiciado por dois crimes

Se for condenado pelos dois crimes, ele pode pegar de dois a sete anos de prisão

Helicóptero pousa na Praia da Bacutia e revolta banhistas
Helicóptero pousa na Praia da Bacutia e revolta banhistas
Foto: Internauta Rosemeire Macedo Dalvi

A Polícia Civil de Guarapari indiciou o vereador Rubens Gonçalves de Brito (PSDB-MG), conhecido como Bim da Ambulância, que pousou um helicóptero na praia da Bacutia em 27 de janeiro. Segundo o inquérito, finalizado em 23 de fevereiro, ele vai responder por expor a perigo a aeronave que estava utilizando - artigo 261 - e por expor a risco de saúde ou de vida as pessoas que estavam na praia - artigo 132.

Se for condenado pelos dois crimes, ele pode pegar de dois a sete anos de prisão. Segundo a Polícia Civil, Rubens colocou em risco os banhistas que estavam no local. Ele também não relatou nenhum tipo de pane na aeronave e nem um motivo plausível para pousar em um local cheio de pessoas e sem nenhuma segurança. O inquérito já foi encaminhado à Justiça Federal, em Vitória.

O OUTRO LADO

A reportagem do Gazeta Online falou com o vereador no início da noite desta quinta-feira (02). Ele disse que ainda não foi comunicado oficialmente sobre o indiciamento, e que, assim que for procurado, vai apresentar a versão dele dos fatos. "No momento do pouso, não havia ninguém próximo à aeronave. Não houve risco e eu tenho vídeos e fotos que comprovam meus argumentos", garantiu.  Ainda segundo ele, as acusações não têm provas."São acusações levianas e sem fundamento", concluiu.

Foto: TV Gazeta

Vereador Bim da Ambulância (PSDB-MG) pousou helicóptero na praia da Bacutia, em Guapari

O CASO

Bim da Ambulância é vereador em Belo Horizonte e foi detido no dia 27 de janeiro, após pousar de helicóptero na praia da Bacutia, em Guarapari, onde havia dezenas de banhistas. A polícia disse que prendeu o político mineiro por entender que ele “não possuía qualquer motivo justificável” para pousar no local e “expôs a perigo a vida e a saúde dos banhistas”.

Bim ficou preso no Centro de Detenção Provisória II de Viana e foi solto após a decisão da Justiça Federal no dia seguinte.

À polícia, Bim não relatou nenhuma pane no helicóptero antes de pousar na praia. Mas, na entrevista, ele garante que o voo foi registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na Infraero. “Em momento algum a aeronave foi acionada sem informação ao órgão competente”, disse.

A Anac instaurou um processo administrativo sobre o caso. Segundo as normas da aviação, o vereador só poderia pousar na região se tivesse em situação de emergência e o pouso fosse autorizado pela Agência. A Anac disse que a aeronave "não possuía autorização da Agência para efetuar pouso naquela aérea".

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