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Briga entre oficial de justiça e PMs na Praia do Canto vai parar na delegacia

Segundo o oficial, ele queria ajuda para socorrer um homem que estava ferido no Triângulo das Bermudas

Movimentação no Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto
Movimentação no Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto
Foto: Carlos Alberto Silva Arquivo

Uma briga entre um oficial de justiça e um policial militar foi parar na delegacia, na noite deste domingo (16), em Vitória. A confusão aconteceu depois que a Polícia Militar orientou o oficial a buscar a ajuda do Samu, para socorrer um homem ferido na rua. O oficial de justiça assinou um Termo Circunstanciado por desacato e foi liberado após prestar depoimento. Por isso, o nome dele e dos policiais militares envolvidos na ocorrência não serão divulgados.

Em depoimento, o oficial de justiça  relata que passava de carro na região do Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, junto com a esposa, quando viu um homem sentado em frente a um bar, ferido e sangrando. Segundo ele, vítima de facada.

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Poucos metros do local, havia uma viatura da PM. O oficial conta que pediu ajuda aos militares para socorrer o homem ferido e surpreendeu-se quando a orientação dos PMs foi de que ele deveria acionar o Samu.

De acordo com o oficial de justiça, um dos policiais disse a ele que a PM não atende este tipo de demanda e que a atribuição deles é apenas de patrulhamento ostensivo. O homem então questionou se esse era o procedimento correto e disse que iria entrar em contato com a Corregedoria.

Segundo o funcionário público, naquele momento o militar tomou o celular da mão dele, entregou o aparelho para a esposa do oficial e deu voz de prisão ao oficial.

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Já na ocorrência registrada na 1ª Delegacia Regional, em Vitória, os militares relatam que foram abordados e orientaram o oficial de justiça a procurar o Samu para ajudar socorro e que não se recusaram a atender a ocorrência.

Os policiais alegam que foram agredidos pelo oficial com tapas e um soco no peito, e por isso deram voz de prisão ao homem. Procurada, a Polícia Militar informou apenas que a Corregedoria apura o caso.

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