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Que fim levou a travesti que matou um policial após programa na Mata da Praia?

O crime ocorreu na madrugada do dia 30 de março de 2014

 

Foto: Vitor Jubini

Segue presa em regime fechado a travesti Jhon Wener Reco Alves de Araújo, conhecida como 'John Lenon', de 24 anos. Ela foi condenada a 12 anos de prisão por matar o policial rodoviário federal João Miguel do Sacramento, 45 anos, em março de 2014. A condenação ainda inclui um ano de prisão pelo roubo da arma do PRF.

Ela foi a júri popular cerca de um ano após o crime, no dia 26 de março de 2015. Dos sete jurados, quatro votaram a favor da condenação. O julgamento aconteceu no Fórum de Vitória e durou quase sete horas.  

Jhon Wener Reco Alves de Araújo foi condenado a 13 anos de prisão por matar um policial rodoviário federal após um programa na Mata da Praia, em Vitória
Jhon Wener Reco Alves de Araújo foi condenado a 13 anos de prisão por matar um policial rodoviário federal após um programa na Mata da Praia, em Vitória
Foto: Notícia Agora

Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), John está na Penitenciária Estadual de Vila Velha V. Segundo o advogado responsável pelo caso, ela fica em uma ala reservada aos homossexuais.

Ainda de acordo com o advogado, a travesti já cumpriu tempo de pena suficiente para seguir para o regime semi-aberto, no entanto, a família ainda não quis entrar com o pedido de progressão de regime.

O CRIME

O policial rodoviário federal João Miguel do Sacramento, 45 anos, foi morto a tiros na madrugada do dia 30 de março de 2014, em uma rua do bairro Mata da Praia, em Vitória. Ele foi encontrado por moradores nu, usando um preservativo e sentado no banco do motorista.

Na época do crime, John alegou que uma dupla de assaltantes o rendeu junto com João Miguel durante um programa, quando os dois estavam no carro, e que um terceiro bandido teria atirado no PRF.

João Miguel do Sacramento, 45 anos, foi morto a tiros dentro do carro dele
João Miguel do Sacramento, 45 anos, foi morto a tiros dentro do carro dele
Foto: Arquivo

No entanto, após análise de imagens de câmeras de videomonitoramento de prédios vizinhos, a polícia descobriu que somente uma pessoa, Jhon, saiu do carro depois que João Miguel foi assassinado.

Outro elemento que entregou a travesti foi a arma usada no crime. John a vendeu no mesmo dia do crime a um traficante de Vitória com quem ela tinha uma dívida de droga. A polícia encontrou o comprador da arma e ele afirmou que o travesti disse que matou o policial porque ele não quis pagar o programa que os dois haviam combinado.

 

Após ser confrontado uma segunda vez, John confessou ter matado o policial. Ele está preso desde o dia 30 de março de 2014, dia do crime.

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