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Polícia divulga vídeo de suspeito de matar travesti em Vila Velha

Crime ocorreu no dia 30 de abril, em Cobilândia

Foto: Facebook

A polícia divulgou nesta segunda-feira (15) um vídeo que mostra o suspeito de assassinar a travesti Layza Mello, de 28 anos. Ela foi mora a tiros na madrugada do dia 30 de abril, em Cobilândia, Vila Velha.

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Layza estava em uma esquina da Avenida Carlos Lindenberg, quando o bandido atirou e fugiu. O vídeo mostra um homem caminhando com o que seria uma arma escondida debaixo do braço. Segundos depois, a mesma câmera mostra o suspeito correndo. 

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Testemunhas contaram que a vítima estava na esquina junto com outras duas travestis. No momento em que uma delas foi para um motel próximo ao local, e a outra saiu de carro com um cliente, Layza foi abordada por um homem.

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Os dois saíram do local a pé e logo depois a travesti voltou correndo em direção à esquina, onde começou a ser baleada pelo homem que havia feito a abordagem.

Local onde Layza foi morta a tiros
Local onde Layza foi morta a tiros
Foto: Ricardo Medeiros

As testemunhas ressaltaram que, após efetuar os disparos, o homem guardou a arma no bolso e fugiu andando em direção ao bairro Jardim Marilândia, também em Vila Velha.

Layza foi atingida por um tiro na mão, um na cabeça e dois no tórax, e morreu na hora. As polícias militar e civil estiveram no local, mas ainda não conseguiram identificar a motivação do assassinato.

“Meu irmão nunca foi preso, nunca usou drogas. A gente passou o dia todo junto ele não contou se estava sendo ameaçado. Não estava. Não havia motivos para fazerem isso com ele”, afirmou a irmã de Layza, uma dona de casa de 31 anos.

Ela ressaltou que Layza era travesti havia 15 anos e que toda família sabia como era a vida dela. “Ele tinha falado comigo que à noite ia para a pista. A gente tinha uma relação maravilhosa. Ele era muito carinhoso com a família”, ressaltou.

A irmã da vítima acrescentou que toda família está bastante abalada com a morte do jovem e que espera que o criminoso seja encontrado. “Quero que a justiça seja feita. Ele tinha uma família por ele. Não tinha necessidade de acontecer isso”, completou.

O caso é investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Vila Velha.

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