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Beija-flor volta a encontrar os lábios de Augusto Ruschi em estátua

A escultura da ave teve que ser refeita após vândalos terem roubado o beija-flor no início de abril deste ano

Estátua já está restaurada, e Augusto Ruschi teve seu beijo devolvido após três meses
Estátua já está restaurada, e Augusto Ruschi teve seu beijo devolvido após três meses
Foto: Reprodução/TV Gazeta

A estátua que homenageia o ecologista e naturalista Augusto Ruschi foi recuperada pela Prefeitura de Vitória e voltou a contar com um beija-flor em sua composição. A ave foi roubada em abril deste ano, e, agora, três meses depois, a obra teve ser restauro concluído. 

Batizada de "O Beijo", a estátua fica no Parque Pedra da Cebola, em Vitória. o monumento é um presente da Prefeitura de Santa Teresa à Capital.

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A haste que liga o beija-flor ao busto de Ruschi recebeu um reforço em bronze e inox e toda a obra recebeu uma nova camada de patina, o que elimina possíveis rachaduras e erosão, causadas pela ação do tempo. As etapas do processo de confecção do novo colibri envolveram diferentes materiais, como argila ou barro, cera e cimento.

Estátua

“O Beijo” é uma estátua inspirada em uma foto de Ricardo Azoury, que retrata o beijo que Augusto Ruschi recebeu de um beija-flor. A imagem serviu de base para o artista se inspirar na sua criação. A estátua, inaugurada em 2001, representa a cabeça de Augusto Ruschi, construída em ferro pintado, de encontro com um beija-flor. O monumento foi um presente da Prefeitura de Santa Teresa aos 450 anos de Vitória.

Augusto Ruschi

Nascido em Santa Teresa, cidade serrana do Espírito Santo, em 12 de dezembro de 1915, Augusto Ruschi era conhecido como "o homem dos beija-flores". O cientista dedicou 50 anos de vida ao estudo de espécies vegetais, mamíferos e aves da Mata Atlântica, além da paixão por pássaros.

Augusto Ruschi tornou-se bacharel em Direito e Agronomia, especializado em Botânica. Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no final da vida dava aulas apenas aos estudantes dos cursos de pós-graduação. Publicou cerca de 500 trabalhos científicos em revistas nacionais e estrangeiras. Ele morreu, em Vitória, no dia 3 de junho de 1986.

 

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