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Universitário é preso por matar a ex-noiva com ajuda do amigo na Serra

Gabriela Silva de Jesus, 24 anos, foi encontrada morta na noite desta quinta-feira (24) na Rua Monte das Oliveiras, em Colina de Laranjeiras

Rogério foi preso acusado de assassinar a ex-noiva Gabriela Silva com a ajuda do amigo
Rogério foi preso acusado de assassinar a ex-noiva Gabriela Silva com a ajuda do amigo
Foto: Montagem | Gazeta Online

O estudante de Direito Rogério Costa de Almeida foi preso na noite desta quinta-feira (24), na Serra, acusado de assassinar a ex-noiva, a advogada Gabriela Silva de Jesus, 24 anos. Pelo crime também foi preso Alexandre Santos de Souza, amigo de Rogério, que teria ajudado o estudante a cometer o crime.

Por volta das 21h30 desta quinta, a perícia da Polícia Civil foi acionada por conta de um suposto atropelamento na Rua Monte das Oliveiras, em Colina de Laranjeiras, na Serra. No local, a perícia constatou que a vítima estava com marcas de estrangulamento. Após investigações, policiais chegaram até Rogério e Alexandre, que foram presos em flagrante.

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Gabriela e Rogério namoraram de fevereiro de 2012 até janeiro deste ano quando, então noivos, terminaram a relação. Segundo a polícia, o crime teria sido cometido por causa de ciúmes, já que Gabriela estava em outro relacionamento e Rogério não aceitava.

Rogério e Alexandre estão presos na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Acusado atropelou corpo da ex para simular acidente

Preso enquanto estava dormindo na madrugada desta sexta-feira (25), o acusado de matar a ex-noiva com a ajuda do amigo, o estudante de Direito Rogério Costa de Almeida, 34 anos, prestou depoimento à polícia na manhã de hoje na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Para fazer o crime parecer um acidente, os assassinos passaram com o carro por cima do corpo da vítima.

Segundo informações da DHPP, a advogada Gabriela Silva, 24 anos, que atualmente trabalhava como operadora de Telemarketing, saiu de casa para ir para o trabalho por volta das 11h desta quinta. Quando seguia para o ponto de ônibus, na altura de Laranjeiras, foi abordada pelo ex-noivo, que dirigia um Fiat Ideia, acompanhado do amigo, o motorista Alexandre Santos de Souza, 31 anos.

Alexandre, que portava uma arma falsa, rendeu Gabriela e a obrigou a entrar no veículo. Segundo o depoimento de Rogério, eles ficaram circulando com a vítima durante o dia. Entre as 19h e 20h, Gabriela foi deixada no início da Rua Monte das Oliveiras, em Colina de Laranjeiras, na Serra.

Após sair do carro, segundo disse o ex-noivo em depoimento, ela teria começado a gritar por socorro. A dupla de amigos abordou a vítima novamente, a colocou de volta no carro e esganaram Gabriela. O corpo dela foi jogado na mesma rua. Para simular um acidente, Rogério deu ré no carro e passou com o veículo sobre o corpo da ex-noiva.

Após o crime, a dupla fugiu, mas o pneu do carro furou e os amigos abandonaram o veículo. O carro foi encontrado em Viana.

Por volta das 21h30 a perícia da Polícia Civil foi acionada e constatou que a advogada tinha sido estrangulada. A partir disso os policiais iniciaram diligências com base em informações de testemunhas do crime.

Rogério foi encontrado em casa na Serra, dormindo, e não resistiu à prisão. Ainda no local ele entregou a participação de Alexandre, que também foi preso em casa, em Vila Velha.

Crime passional

Questionado pela polícia sobre os motivos de ter cometido o crime, Rogério afirmou que a vítima estaria debochando dele. No entanto, a polícia afirma que ele assassinou a ex-noiva por não aceitar o término da relação.

Mais um caso de violência contra a mulher

O assassinato de Gabriela acontece na semana em que é realizada a 8ª Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa, que discute a violência contra a mulher. 

A Campanha acontece neste mês, agosto, em que a Lei Maria da Penha completa 11 anos. A Lei n. 11.340, de 07 de agosto de 2006, leva o nome de uma mulher símbolo do combate à violência doméstica, a biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que sobreviveu a duas tentativas de assassinato praticadas pelo então marido.

71

É o número de assassinatos de mulheres nos sete primeiros meses do ano no ES

A legislação criou mecanismos para coibir a violência doméstica, proibiu a aplicação de penas pecuniárias aos agressores, aumentou a punição para os casos de violência doméstica e possibilitou a concessão de medidas protetivas de urgência às vítimas de agressão.

Seminário

A Rede Gazeta realiza na tarde desta sexta-feira (25) o seminário “Justiça pela Paz em Casa” para debater as medidas de combate a violência doméstica no Espírito Santo. O encontro abre com um diagnóstico com números de violência no Estado e os casos registrados na delegacia da mulher.

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