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Dez dias e poucas respostas para tragédia com 11 mortes na BR 101

Vários pontos da tragédia que matou membros de grupo de dança não foram esclarecidos

Carreta e micro-ônibus destruídos após o acidente em Mimoso do Sul
Carreta e micro-ônibus destruídos após o acidente em Mimoso do Sul
Foto: TV Gazeta

Passados 10 dias desde que o acidente no km 450 da BR 101 resultou na morte de 11 dos 20 integrantes de um grupo de dança de Domingos Martins, muitas respostas sobre a tragédia, e a punição dos responsáveis continuam sendo aguardadas por amigos e familiares das vítimas. Falta saber, por exemplo, qual a identidade do motorista que provocou a batida.

Informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF), já apontaram que o causador do acidente foi um caminhão, que transportava chapas de granito. Segundo a PRF, além de excesso de velocidade (110 km/h, enquanto o máximo permitido é 80 km/h) e de má fixação da carga, caminhão e motorista não possuíam habilitação para transportar a carga. De acordo com o superintendente da PRF no Estado, Wylis Lyra, a ocorrência deve ser fechada sexta-feira.

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No entanto, somente a perícia da Polícia Civil - ainda sem previsão para ser concluída - poderá apontar qual o motivo e as circunstâncias que levaram o motorista a colidir contra o ônibus. O chefe da Polícia Civil, delegado Guilherme Daré, já confirmou que a carga foi repassada de um caminhão para outro durante o trajeto, que terminaria em São Paulo. A empresa de transportes para a qual o motorista trabalhava prestou depoimento.

O nome do motorista e de outras duas testemunhas que teriam sido encaminhadas à delegacia permanece em sigilo. Não se sabe, também, se houve alguma autuação. Oito famílias ainda aguardam a liberação dos corpos de vítimas no dia 26 deste mês, após exames de DNA. 

 

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