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Sogro é preso no caso do assassinato da médica Milena Gottardi

Esperidião Carlos Frasson, pai do policial civil Hilário Frasson, foi detido às 5h desta quinta-feira (21), em Fundão, por meio de um mandado de prisão. Ele foi encaminhado para a DHPP

Esperidião foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa
Esperidião foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa
Foto: Fernando Madeira

O pai do policial civil Hilário Frasson, Esperidião Carlos Frasson, 71 anos, foi preso por volta das 5h desta quinta-feira (21). A prisão, que aconteceu em Fundão, é referente ao caso do assassinato da nora, a médica Milena Gottardi, baleada no estacionamento do Hucam, na noite última quinta-feira (14). 

Em entrevista na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o advogado Homero Mafra e presidente da OAB-ES, que representa o policial civil Hilário Frasson, disse que Esperidião foi detido por meio de um mandado de prisão. Mafra ressaltou que somente representa Hilário, e foi até a DHPP para saber se havia alguma mandado de prisão para seu cliente.

Hilário Antônio Frasson, ex-marido da médica Milena Gottardi Tonini Frasson, ficou sabendo da prisão do pai na manhã desta quinta

"Nós viemos com a cautela natural que os advogados devem ter em um caso de grande repercussão, onde poderia ter havido um abuso, porque qualquer prisão do Hilário seria um abuso. O delegado informando que não tinha um mandado de prisão contra ele, eu me retiro e, se caso tivesse, eu conversaria com o delegado sobre uma apresentação. Hilário está muito tranquilo com relação aos fatos e triste com a morte. Ainda que haja uma injustiça brutal, Hilário se apresentará às autoridades  e demonstrará que não há nenhuma razão para que não recaia sobre ele um mandado de prisão", ressaltou Mafra.

Mafra rechaçou qualquer possibilidade de envolvimento de Hilário com o pai no crime. "Não teria, não tem e me parece isso muito claro quando, não há contra ele, segundo palavras do delegado, mandado de prisão. Se houve alguma ação por parte do pai, não estou afirmando, foi uma ação autônoma, desconhecida do Hilário e feita à revelia dele.

Perguntado sobre a razão de ter sido contratado por Hilário, já que não o policial civil, segundo a defesa, não estaria sendo investigado,  Homero Mafra justificou. "Ele teve o celular e arma apreendidos, ou seja, recaíam sobre ele uma ação da polícia. Ora, nos casos de grande repercussão, muitas vezes há equívocos da investigação. O que ele queria? Que se acompanhasse a investigação com todo a tranquilidade. Ninguém mais que o Hilário quer a apuração da verdade, ainda que essa verdade possa, na frente, ser uma verdade doída", disse.

Mafra disse que o policial civil Hilário voltou a trabalhar normalmente e está à disposição das autoridades. Sobre a possibilidade de ser contratado por Esperidião para atuar na defesa dele, o advogado não descartou a hipótese. "Fui contratado pelo Hilário, isso demandaria outra conversa", ressaltou.

O que a defesa de Esperidião diz

O advogado Hiran Luiz da Silva faz a defesa de Esperidião Carlos Frasson
O advogado Hiran Luiz da Silva faz a defesa de Esperidião Carlos Frasson
Foto: Edson Chagas

Na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o advogado de Esperidião, Hiran Luiz da Silva, informou que seu cliente foi preso por meio de um mandado de prisão temporária e que, após depoimento, será encaminhado ao Departamento Médico Legal, para exame de delito, procedimento padrão antes de ser encaminhado para o presídio. 

Segundo Hiran, a polícia prendeu seu cliente com base no depoimento do carpinteiro Dionathas Alves Vieira, apontado como executor da médica, de que o intermediário do crime teria contado para ele que o contratante seria o Esperidião. 

Ainda de acordo com Hiran, agora a defesa vai tentar ter acesso aos autos para elaborar um pedido de habeas corpus.

O crime

Milena Gottardi foi baleada no estacionamento do Hucam
Milena Gottardi foi baleada no estacionamento do Hucam
Foto: Reprodução

Milena foi baleada na última quinta-feira (14), às 19 horas. Quando ela estava no estacionamento no Hucam, acompanhada de uma amiga, um bandido desceu de uma moto e apontou a arma. O criminoso pediu para que passassem seus pertences e entrassem no carro.

As duas obedeceram, porém o suspeito atirou três vezes. A colega de Milena conseguiu se abaixar por trás do carro, mas Milena acabou atingida na cabeça.

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