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Veja as cidades com maior incidência de raios no Espírito Santo

Pesquisa do Inpe mostra incidência das descargas elétricas por quilômetro quadrado

As regiões Sul e Caparaó são as que têm mais incidência de raios no Espírito Santo, segundo um estudo do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A cidade capixaba com mais raios por quilômetro quadrado é Apiacá, com 2,46. Em seguida, vem Bom Jesus do Norte, com 2,1, e Dores do Rio Preto com 1,97 raio por quilômetro quadrado no ano. 

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A incidência de raios nesses locais parecem pequenas, mas são muito maiores do que as registradas nos municípios da Grande Vitória. Na capital, a incidência é de 0,65, três vezes menor que em Apiacá. 

COMPARAÇÃO

A cidade com mais raios do Espírito Santo, no entanto, recebe uma quantidade ínfima de descargas elétricas se comparada a outras do Brasil. Segundo o Inpe, a cidade de Santa Maria das Barreiras, no Pará, apresenta um índice de 44,32 raios por quilômetro quadrado por ano e carrega o título de município com maior densidade de raios do país.

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Já a cidade de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, é campeã na probabilidade de morrer atingido por raio, com 20,63 mortes por milhão de habitantes por ano. São Gabriel da Cachoeira tem uma densidade de raios de 24,51 raios por quilômetro quadrado por ano, superior a todas as capitais brasileiras.

O ranking das cinco primeiras capitais com maior densidade de raios fica por conta de Rio Branco (30,13) Palmas (19,21), Manaus (18,93), São Luís (15,12), Belém (14,47) e São Paulo (13,26), ao passo que as capitais com maior probabilidade de morrer atingido por raio são respectivamente, Porto Velho, Boa Vista, Campo Grande, Rio Branco e Palmas.

A PESQUISA

O levantamento inédito realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revela valores mais precisos da incidência de raios no país. Nos últimos seis anos, o número médio anual de raios no Brasil foi de 77,8 milhões. Este valor é bem superior ao obtido no levantamento realizado em 2002, que apontava cerca de 55 milhões de raios.

A diferença é atribuída às limitações do levantamento anterior feito com base em dados de satélites que apresentavam restrições devido à amostragem temporal (os satélites não eram geoestacionários), eficiência de detecção (dependente do tipo de tempestade) e discriminação entre as descargas que atingem o solo (raios) e aquelas que ficam dentro das nuvens.

O novo levantamento foi obtido por meio da rede BrasilDATDataset que integra diferentes tecnologias de detecção de raios em superfície e permite identificar os raios com maior precisão.

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