Notícia

Campanha sobre uso excesso de internet viraliza nas redes sociais

"Conecte-se ao que importa" traz mensagens aos pais que exageram no tempo que navegam na web, desperdiçando a chance de se aproximar dos filhos

“Conecte-se ao que importa” foi lançada pela Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas (AAHC), de Curitiba, no Paraná
“Conecte-se ao que importa” foi lançada pela Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas (AAHC), de Curitiba, no Paraná
Foto: Reprodução

Leia também

Uma campanha sobre a importância dos pais darem mais atenção aos filhos em tempos de internet tem circulado nas redes sociais. Apesar de ter sido lançada no ano passado, as ilustrações voltaram à tona com a discussão sobre o uso excessivo de aparelhos eletrônicos. Uma das imagens, por exemplo, traz a seguinte mensagem: “Tem gente solicitando a sua amizade dentro de casa”.

“Conecte-se ao que importa” foi lançada pela Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas (AAHC), de Curitiba, no Paraná. Segundo dados de 2016 da ONG, 66% das crianças com idade entre três e cinco anos já sabem brincar com jogos de computador, mas apenas 14% conseguem amarrar os cadarços dos próprios calçados. Além disso, 83% das crianças se sentem trocadas pelos pais que dedicam tempo exagerado aos aparelhos eletrônicos.

Para atender a crianças e adolescentes que sofrem violências graves e gravíssimas tanto física, quanto psíquica e sexual, a AAHC tem um programa de Defesa dos Direitos da Criança e ao Adolescente (Dedica). A iniciativa atende as vítimas e os agressores – quando passíveis de tratamento. Dessa forma, o Dedica recebe crianças e adolescentes encaminhados por serviços de saúde, educação, ação social e órgãos da justiça e segurança, como o Ministério Público, Varas de Proteção, Delegacias Especializadas, Conselhos Tutelares, Hospitais, entre outras instituições.

TRATAMENTO

De acordo com a coordenadora do Dedica, Dra. Luci Pfeiffer, a média tem sido de cinco a oito novos casos graves ou gravíssimos atendidos pela ONG por semana.

“Mais de 90% desses casos acontecem dentro de casa, com pai e mãe, ou responsáveis, sendo os maiores agressores. Por isso o tratamento realizado pelas equipes do programa é tão importante para recuperar essas famílias doentes pela violência e dar acolhimento às crianças por meio de tratamento clínico, psicológico, psicanalítico e do serviço social. Esta assistência se estende ao diagnóstico geral da situação de violência, definição das pessoas envolvidas na violência, seja como vítimas, seja como agressores, a serem tratadas, elaboração de laudos e pareceres e embasamento das medidas legais cabíveis a cada caso, quando necessário”, explica.

A partir das primeiras avaliações a vítima, seus responsáveis e agressores entram para o acompanhamento psicológico ou psicanalítico, em sessões no mínimo semanais.

“As primeiras escutas e avaliações são bastante complexas, porque é difícil até imaginar que o mundo adulto possa maltratar tanto seus descendentes ou dependentes. Mas, quando vemos os resultados e a resposta das crianças com a retomada de seu desenvolvimento e alegria de viver, sabemos que interromper o ciclo da violência e tratar das suas razões e danos já causados é o caminho certo".

Ver comentários