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Juiz exige que diretor de presídio esclareça saída de Hilário

Hilário foi flagrado indo ao dentista, sem algemas, em carro descaracterizado da Polícia Civil

Ex-marido de médica, Hilário tem saída da prisão para tratamento em dentista
Ex-marido de médica, Hilário tem saída da prisão para tratamento em dentista
Foto: Edson Chagas | GZ

O juiz Marcos Pereira Sanches determinou que o diretor do presídio onde está o policial Hilário Frasson esclareça as circunstâncias da saída do policial da prisão para tratamento dentário. Hilário é acusado de mandar matar a ex-esposa, a médica Milena Gottardi, em setembro deste ano. Hilário está na Delegacia de Novo México, em Vila Velha, na unidade prisional onde ficam, provisoriamente, policiais que cometeram crimes.

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Na manhã desta segunda-feira (30), Hilário saiu da delegacia para ir ao dentista. Ele foi ao consultório, localizado na Praia do Canto, em Vitória, e foi flagrado pela equipe de A GAZETA. Ele chegou em um carro descaracterizado da Polícia Civil, sem algemas, escoltado por quatro policiais. Uma viatura caracterizada da PC também participou da ação. 

A DECISÃO DO JUIZ NA ÍNTEGRA

1 – Tendo em vista que o presente expediente apresenta documentos que não estão nos respectivos autos do inquérito policial, providencie-se a devida regularização, certificando-se.

2 - Conforme noticiado no sítio eletrônico gazetaonline, o investigado Hilário foi fotografado e filmado na rua ao lado de policiais civis que o escoltavam, havendo a informação de que tanto decorreu da necessidade de deslocamento a um dentista.

A todo preso, inclusive o provisório, é assegurado o direito à saúde, compreendendo tratamento médico, farmacêutico e odontológico, até mesmo em local diverso daquele em que esteja segregado, caso o local não esteja aparelhado para tal fim, cuja respectiva permissão de saída é de competência do diretor da unidade prisional. Inteligência do art. 2º, PU, art. 14, §2º, e art. 120, da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal).

Não obstante, reputo necessário esclarecimentos do diretor da unidade prisional, até mesmo para confirmação oficial da informação noticiada e maior transparência no seu proceder, pelo que determino que, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, apresente relatório circunstanciado do ocorrido.

Com a resposta, ao Ministério Público.

Serve a presente como ofício.

I-se. Cumpra-se. Dil-se.

Vitória/ES, em 30 de outubro de 2017.

MARCOS PEREIRA SANCHES

Juiz de Direito

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