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Enem deve derrubar a pontuação da Ufes

Prova deste ano estava mais difícil que a dos anos passados

Foto: Debora Sonegheti

A maratona de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chegou ao fim ontem e, a partir de agora, a preocupação dos candidatos é outra: conseguir entrar em uma boa universidade. Grande parte dos candidatos capixabas irá tentar uma vaga na Universidade Federal do Espírito Santo, que adotou o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e por isso os reflexos da prova na pontuação de corte da universidade já começam a ser especulados.

A leitura que os professores fazem é unânime: as notas de corte devem ser menores. Isso porque o sistema de correção da prova, o chamado TRI, considera não somente o número de acertos, mas faz uma análise qualitativa das questões.

O diretor e coordenador do Cursinho Homero Massena, Diego Matheus Rodrigues Bernardo, comentou a tendência de queda na nota de corte e apontou duas causas possíveis para a redução da nota. “O primeiro fato foi o nível de dificuldade da prova, em segundo o número de candidatos concorrendo”, disse.

Sobre o número de candidatos, Diego afirmou que , nesse ano, além de um número menor de candidatos inscritos, houve um número muito grande de faltas. Somente na prova de ontem, que abordou questões de Matemática e Ciências da Natureza, 32% dos candidatos faltaram.

Uma outra questão que pode contribuir para a queda na nota de corte é a redação. O tema “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil" surpreendeu os candidatos no primeiro dia de provas. “A redação vai contribuir muito para a queda na nota de corte. Esse ano vai ser muito complicado, era um tema muito próprio”, comentou.

 

 

O Enem 2017 foi avaliado por diversos especialistas como uma prova diferente das aplicadas em anos anteriores. Algumas análises avaliaram a prova deste ano como próximas aos vestibulares considerados mais tradicionais. Porém, alguns professores discordaram.

O professor de Física e coordenador das turmas de 3° ano do Salesiano, Leonardo Gama, comentou que existem algumas diferenças básicas entre os vestibulares tradicionais e o Enem. “As questões do Enem tem como matriz as competências e habilidades, isso difere de qualquer outro vestibular”, disse.

O coordenador do Cursinho Homero Massena concorda com a diferença dos vestibulares. “O Enem está muito longe dos vestibulares tradicionais. Essa prova exigiu conhecimentos de conteúdo, mas não perdeu a característica do exame”, afirmou.

As mudanças trazidas na prova, de acordo com Diego, precisam “inspirar” os profissionais da edução. “O ensino em 2018 precisa rever alguns conceitos, eu espero que a gente consiga aprender com essa prova. As escolas que trabalham com esse tipo de preparação precisam entender que a prova se transformou”, disse.

Uma forte característica das provas aplicadas neste ano foi o equilíbrio entre a contextualização e a exigência de conheciementos específicos dos conteúdos. “Eu percebi uma linha de contextualização para tentar buscar situações do dia a dia para defender as prova”, avaliou Leonardo Gama.

 

 

 

 

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