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Incêndio destrói 80% do complexo de galpões em empresa de logística

Funcionários suspeitam que o fogo tenha começado após um curto-circuito na câmara fria de um dos armazéns, mas somente a perícia poderá apontar a real causa do incêndio

Galpão ficou tomado pelo incêndio
Galpão ficou tomado pelo incêndio
Foto: Fernando Madeira | A Gazeta

O incêndio de grandes proporções que atingiu uma empresa de transporte e logística de Vila Velha, na tarde desta quinta-feira (16), destruiu pelo menos 80% do complexo. As informações são do coronel do Corpo de Bombeiros, Wagner Borges.

As chamas começaram às 16h05, mas, por conta dos produtos altamente inflamáveis armazenados no local, o incêndio tomou grandes proporções e a densa fumaça chegou a ser vista de vários pontos de toda a Grande Vitória.

Após três horas de combate, o incêndio foi controlado. Apesar de haver chamas no galpão, o coronel Borges esclarece que não há riscos de expansão. "Não temos como recuperar o que já foi perdido, mas conseguimos preservar o galpão 7, onde há vários matérias de valor financeiro alto", comentou.

De acordo com o coronel, não houve feridos no incêndio, e ele reforçou a importância de uma empresa ter um projeto alinhado com o Corpo de Bombeiros, com rotas de fuga estipuladas. "As rotas aqui funcionaram. Não houve feridos", afirmou.

'TUDO MUITO RÁPIDO'

Segundo a gerente de logística da empresa "Senhora da Penha", Ednéia Nascimento, que trabalha no local há seis anos, o fogo começou entre o terceiro e o quarto armazém. "Só deu tempo de pegar a bolsa e correr".

ESTRATÉGIA DE COMBATE

Desde quando os bombeiros chegaram ao local, foram traçados quatro pontos estratégicos para evitar que as chamas se espalhassem para outros galpões. Cerca de 30 homens do Corpo de Bombeiros atuam diretamente na área quente. Para a ação de combate, foram acionadas equipes da Serra, Cariacica, Vitória e Vila Velha. Apesar do empenho, 80% da empresa foi consumida pelas chamas.

DIFICULDADES

Para o coronel do Corpo de Bombeiros que coordena a ação, a principal dificuldade para os trabalhos foi a fumaça tóxica, seguida do calor intenso e risco de desabamento do galpão.

RISCO DE INTOXICAÇÃO

O coronel Borges reforçou que, de acordo com a empresa de logística e transporte, não há produtos no local que possam explodir. "Não há risco de explosão no local, mas há risco de intoxicação porque a fumaça é tóxica".

CAUSAS DO INCÊNDIO

Funcionários suspeitam que o fogo tenha começado após um curto-circuito na câmara fria de um dos armazéns, mas somente a perícia poderá apontar a real causa do incêndio. Entre os materiais armazenados, boa parte é de tecidos e também há bebidas alcoólicas como vinhos, além de materiais eletrônicos. Segundo o coronel Borges, a perícia deve ser iniciada já nas primeiras horas desta sexta-feira (17).

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