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Menino receberá R$ 8 mil de empresa que atrapalhou viagem de férias

Garoto enfrentou problemas quando tentou viajar sozinho para a casa do pai, que ele não via há 4 anos

Por conta do problema, a mão do menino teve custos por remarcar a passagem
Por conta do problema, a mão do menino teve custos por remarcar a passagem
Foto: Pixabay

Um menino de Vila Velha, representado no processo por sua mãe, vai receber indenização de R$ 8 mil de uma empresa de remessas expressas que não entregou em tempo hábil os documentos enviados da Itália, pelo pai do garoto, que autorizavam o menor a realizar uma viagem internacional sozinho. Por conta disso, o filho, que já não via o pai há quatro anos, teve as férias tumultuadas e o embarque só pode ser feito depois que a mãe pagou pela remarcação da passagem. O episódio aconteceu em 2011.

De acordo com o processo, o pai do menino foi ao consulado do Brasil, na Itália e, no mesmo dia, enviou todos os documentos necessários para que o menor fizesse a viagem desacompanhado, uma vez que sua mãe, separada do pai, não poderia acompanhá-lo. Os documentos chegaram ao Brasil seis dias depois e, depois de assinados pela mãe, foram enviados novamente à Itália. Nesta mesma época, a mãe marcou a viagem do filho com certa antecedência.

O pai da criança reenviou os documentos já prontos para o Brasil, mas, dias após o envio, a mãe descobriu que, por erro da empresa de remessas expressas, a documentação foi enviada para Itaparica, na Bahia, e não para Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha. Dessa forma, o menino não conseguiu embarcar na data prevista.

A empresa chegou a prometer para a mãe do menino que enviaria os documentos e, por isso, a passagem foi remarcada. Entretanto, um dia antes da viagem, a documentação não havia sido entregue. A mãe, então, ligou para a empresa, que garantiu que o filho poderia embarcar para o Rio de Janeiro e que lá receberia o documento, o que de fato aconteceu.

Para a juíza Glícia Mônica Dornela Alves Ribeiro, da 1ª Vara Cível de Vila Velha, a situação vivenciada pela  família produziu consequências que ultrapassaram o aborrecimento, uma vez que a criança teve suas férias atrasadas e tumultuadas, além de toda a confusão que a empresa causou entre a família da Itália e a do Brasil.

"A má prestação dos serviços, provocou a perda da primeira passagem adquirida, que possibilitaria ao menino passar a data festiva natalina com a família, que ele não via há cerca de 4 anos, gerando o dever da empresa de arcar com a indenização pelos prejuízos materiais e morais experimentados pelo seu usuário”, concluiu a magistrada ao fixar o valor em R$ 8 mil.

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