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Após ataques, comerciantes da Leitão da Silva querem DPM na avenida

Uma viatura continua no local após o último ato e fica até o fim do horário comercial

Após três casos de ataques criminosos a comerciantes e motoristas na Avenida Leitão da Silva em pouco mais de um ano, a Associação das Empresas e Comerciantes da região (Assemples) quer a criação de um Destacamento da Polícia Militar (DPM) na avenida, próximo de onde ocorreu o último ato.

Segundo o presidente da Associação, Wellington Gonçalves, a possibilidade de um novo ataque acontecer é iminente caso ocorra alguma operação em bairros próximos. Um ofício será enviado para o comando da Polícia Militar em breve.

“A gente tem sofrido muito aqui não só com isso, mas com as obras e também com a crise econômica. A propaganda negativa é muito grande e algo precisa ser feito para desmistificar o medo da Avenida Leitão da Silva, que não é necessário”, afirmou.

A associação acredita que este DPM deveria ficar próximo a onde aconteceu a última ação de criminosos na última quinta-feira (30), na entrada do Bairro Gurigica, abrangendo boa parte da via. Os criminosos tentaram incendiar um ônibus após a morte de um jovem em confronto com a PM no Morro São Benedito.

Cinco dias depois do ocorrido, uma viatura continua posicionada na região em horário comercial. Segundo quem trabalha no local, o movimento de clientes melhorou nesta segunda-feira (4), mas poucos comerciantes falaram com a reportagem por medo.

O dono de uma gráfica, Carlos Alberto Monteiro, de 67 anos, acredita que é necessário atenção da polícia quando ações acontecerem nos morros da região para que os criminosos não voltem a aterrorizar os comerciantes e quem passa no local.

“Eles sabem que está inflamado quando acontece algo. Então deviam proteger as saídas e passagens. Se tiver protegido não vão descer para fazer algo aqui embaixo. Fazem porque não tem ninguém. Isso vai virar uma febre e sempre que acontecer algo, vão querer descer”, afirma.

Os outros dois atos ocorreram em outubro deste ano, quando jovens pediram que comerciantes fechassem as lojas próximo da entrada para a Avenida Rio Branco alegando que estavam de luto pela morte de dois traficantes em um acidente no Morro do Jaburu, e em outubro do ano passado, quando um adolescente foi morto pela PM no Bairro da Penha. 

A Polícia Militar informou, em nota, que tem saturado a região através do emprego de viaturas, realizando abordagens e coibindo ações criminosas. A PM Disse ainda que tem desenvolvido ações de inteligência que auxiliarão futuras operações policiais. Sobre o DPM, a PM afirmou apenas que não recebeu nenhuma solicitação.

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