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Estrutura da Segunda Ponte preocupa quem passa pelo local

As pessoas estão preocupadas, enquanto órgãos públicos não se decidem. Vão esperar acontecer o quê?

Fissura de dilatação na Segunda Ponte oferece perigo - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ
Fissura de dilatação na Segunda Ponte oferece perigo - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ
Foto: Fernando Madeira

Um dia após o laudo técnico do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) sobre a Segunda Ponte apontar trecho em ruínas e muitas corrosões no concreto e ferragens que a sustentam, o problema continua sem dono. O Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) ainda não decidiram de quem é a responsabilidade de um trecho específico e, enquanto isso, quem passa pelo local continua preocupado.

“Tenho medo que algo possa acontecer. Estou segura só na mão de Deus porque se depender de órgão público para consertar, a gente morre com a ponte na nossa cabeça”, diz a dona de casa Claudiane Aparecida Pereira, de 43 anos, que passa todos os dias embaixo da via.

É justamente lá que o laudo aponta graves problemas: há um local em ruínas de aproximadamente um metro e moradores de rua estão utilizando as ferragens expostas da ponte para pendurar redes. Também é possível ver uma junta de dilatação de 12 centímetros.

Nas fendas que se abrem no concreto, a vegetação cresce, aumentando ainda mais o problema. Concreto corroído e ferragens expostas foram os problemas mais encontrados pelos engenheiros do Crea e estão presentes em toda a extensão da ponte. A situação já foi denunciada diversas vezes por A GAZETA.

Segundo os órgãos, o trecho que cabe ao Dnit começa no km 0 da BR 262, próximo à rodoviária, e vai até o entroncamento próximo à Estação Ferroviária Pedro Nolasco. Dali até a altura do estádio da Desportiva, os órgãos não assumem a responsabilidade. A partir do estádio, o DER-ES afirma ser responsável, terminando o trecho na descida da ponte em Vila Velha.

Para um dos engenheiros que assinaram o laudo, há risco de vida para quem passa por lá. O laudo técnico ressaltou que alguns dos problemas encontrados são falhas que vêm desde a construção da ponte, há 38 anos. Outras tantas apareceram por conta da ação do tempo e da falta de manutenção.

VISTORIA

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo (DER-ES) está fazendo um levantamento com o Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes (DNIT) sobre a situação da Segunda Ponte.

Segundo o DER-ES, ainda não há prazos para que esse relatório seja finalizado. Nenhuma ação emergencial foi anunciada. O órgão disse que vai propor ao Dnit um estudo para estabelecer claramente os trechos correspondentes a cada órgão.

O Dnit informou que emitirá um laudo técnico sobre a situação somente após a conclusão do referido laudo, o “Dnit se pronunciará sobre o estado da estrutura da segunda ponte, no trecho que está sob nossa responsabilidade”, diz em nota. 

RODOVIÁRIA 

Além dos problemas na Segunda Ponte, outro laudo do Crea revelou que os  pilares e as vigas da Rodoviária de Vitória estão muito desgastados, em adiantado estado de corrosão. A Contermi, empresa privada que administra o local, não quis se pronunciar. A Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), responsável pela concessão, informou que espera o relatório do Crea-ES para possíveis providências.

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