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Iemanjá vai ver 2018 chegar de "roupa nova"

Estátua está sendo restaurada para a virada de ano e vai ganhar nova pintura

Tarcísio trabalha na pintura e na recuperação da estátua de Iemanjá, em Camburi
Tarcísio trabalha na pintura e na recuperação da estátua de Iemanjá, em Camburi
Foto: Carlos Alberto Silva

Uma série de restaurações em patrimônios culturais de Vitória vem acontecendo ao longo do ano de 2017. Dessa vez, o trabalho está sendo feito na estátua de Iemanjá, na Praia de Camburi, que está ganhando pintura nova a tempo de receber turistas e moradores que forem passar réveillon na orla.

De acordo com o secretário de cultura da Capital, Francisco Grijó, essa restauração é uma extensão da política de preservação do patrimônio cultural da cidade. “A nossa proposta é adequar o monumento mantendo as características originais”, disse.

Francisco afirmou que o restauro de um monumento como a estátua de Iemanjá é uma maneira de aliar a valorização do patrimônio cultural com a diversidade cultural e religiosa da Capital.

DIVERSIDADE

O secretário de cultura de Vitória ressaltou a importância de realizar uma obra de restauração como essa em um momento como a virada de ano. “Acreditamos que o final do ano é uma época de celebração para as mais diversas culturas, já que simboliza a renovação. É um período muito emblemático”, disse.

Tarcísio trabalha na pintura e na recuperação da estátua de Iemanjá, em Camburi
Tarcísio trabalha na pintura e na recuperação da estátua de Iemanjá, em Camburi
Foto: Carlos Alberto Silva

O fato de o local ser utilizado por muitas pessoas durante as festas de réveillon também foi levado em consideração. “Muitas culturas diferentes celebram a chegada de um novo ano naquela região. É muito importante que a estátua esteja restaurada. A figura de Iemanjá é um símbolo para algumas religiões, especialmente as de matriz africana. É justo que a cidade se preocupe em restaurar”, afirmou o secretário de cultura.

TRABALHO

O restaurador Tarcísio Assis de Oliveira trabalha na pintura e recuperação da estátua de Iemanjá desde 2014. “O restauração mais difícil foi quando o monumento foi alvo de vândalos e eu precisei reconstruir três dedos da mão da estátua”, relembra.

Para Tarcísio, recuperar a obra é um trabalho muito especial. “É uma questão que vai além do aspecto profissional. Não é só um trabalho, eu tenho muito respeito pelo que ela representa”, disse.

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