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Universitária morre em colisão de moto com carro em Vila Velha

Aline Pretti estava na garupa da moto que era conduzida pelo namorado. Ele sofreu ferimentos e foi atendido pelo Samu

A estudante de biologia Aline Pretti, 21 anos, morreu após a moto em que ela seguia com o namorado bater na lateral de um carro, por volta das 7 horas desta segunda-feira (10), no cruzamento das avenidas Carlos Lindenberg e Nossa Senhora da Penha, no bairro Ibes, em Vila Velha. Segundo o motorista do Corsa, o piloto da moto avançou o sinal vermelho.

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Aline estava na garupa da moto do namorado, o universitário Iggor Morozesky Machado, 24 anos - uma Yamaha Fazer 250 preta - que seguia no sentido Centro pela Avenida Carlos Lindenberg. Já o motorista do Corsa, de cor cinza, Clecio Rodrigues Barreto, 54 anos, seguia no sentido contrário.

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Aline Pretti, de 21 anos, estava na garupa da moto do namorado
Aline Pretti, de 21 anos, estava na garupa da moto do namorado
Foto: Reprodução/Facebook

Segundo Clecio, que trabalha como motorista de aplicativo, ele parou no semáforo que fica no cruzamento entre as avenidas para seguir para o Ibes. “Tinha acabado de deixar um passageiro no Ataíde e seguia para minha casa, em Santos Dumont. Parei no sinal e, assim que ele abriu, cruzei a pista para seguir pro Ibes. Logo depois de fazer a curva, senti o impacto da batida”, conta.

 

A motocicleta em que seguia o casal bateu na lateral direita do carro, na parte traseira do veículo. Segundo testemunhas, na colisão Aline voou por cima do Corsa e foi arremessada alguns metros na pista. Ela usava capacete, porém o equipamento se soltou na batida e ela acabou batendo a cabeça no asfalto.

Já Iggor, de acordo com o irmão dele, machucou apenas o braço. Ele foi socorrido por uma ambulância do Samu e levado para o Hospital São Lucas, em Vitória. Testemunhas contaram, ainda, que o capecete usado por Aline estava sem a alça de segurança, que fica embaixo do queixo.

O Batalhão de Trânsito da Polícia Militar esteve no local e submeteu o motorista ao teste do bafômetro, que deu negativo. Clecio disse que, após perceber o acidente, ficou no local aguardando o socorro.

“Não tive culpa. O sinal estava aberto para mim. Não pude evitar. Dirijo há 30 anos e é a primeira vez que passo por isso. Fica um sentimento tão triste de ver alguém tão nova morrer desse jeito”, desabafou o motorista.

Moradores e comerciantes da região disseram que os acidentes no trecho são comuns. “Os motoristas passam aqui em alta velocidade e sempre tem alguém que avança o sinal. Colisões aqui são frequentes. Infelizmente desta vez a moça acabou morrendo”, comentou o comerciante Ronald Freitas, 66 anos, dono de uma oficina mecânica próximo ao local da batida.

O irmão de Iggor revelou que o universitário seguia para a loja de colchões onde trabalha, na Glória, e que também é de propriedade da família. “A Aline estudava em Boa Vista, ela sempre vinha de carona com meu irmão nesse horário. Ele estava acostumado a fazer esse trajeto todos os dias. Não faço ideia do que aconteceu”, disse Kleidson Morozesky.

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