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Surto em creche: maioria dos pais não vai trocar alunos de unidade

Responsáveis pelos alunos avaliam que a creche é muito boa e que não houve culpa pelo surto. "Eles (donos da creche) estão respeitando tudo o que as autoridades pediram que fosse feito. Pra gente, é algo que dá mais garantia", disse um dos pais

Faixa colocada por pais em muro de creche na Praia da Costa, em Vila Velha.
Faixa colocada por pais em muro de creche na Praia da Costa, em Vila Velha.
Foto: José Carlos Schaeffer

A maioria das crianças que frequentavam a creche Praia Baby, na Praia da Costa, em Vila Velha, deve voltar à instituição uma vez terminado o prazo de quarentena proposto pelo Ministério da Saúde. O local passou por um surto de gastroenterite em março e teve que ser fechado. Ao todo, 37 pessoas apresentaram sintomas e um menino de 2 anos morreu, em 27 de março. De acordo com nota das autoridades sanitárias, as crianças poderão voltar a estudar a partir do dia 29 deste mês.

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“Da turma da minha filha, que tem 3 anos, de 18 alunos uns 15 devem permanecer”, afirmou o analista comercial Leonardo Có. Segundo ele, os pais estão confiantes na creche e têm certeza de que as medidas exigidas serão tomadas. “Confiamos muito no trabalho deles”, diz.

A creche está fechada desde o dia 27 de março, por iniciativa dos proprietários. No dia 29, a prefeitura interditou o local após encontrar bactéria E.coli em um local onde era fabricada cerveja artesanal, nos fundos do terreno, e também no reservatório de um playground aquático.

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Leonardo contou ainda que os poucos pais que optaram por matricular os filhos em outros estabelecimentos estão com dificuldades de encontrar um local com qualidade similar. “Não tem creche como aquela em Vila Velha. Coloquei minha filha lá quando ela tinha sete meses e o primeiro item que eu observei foi a limpeza”, afirmou.

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O advogado Vinícius de Barros, que tem um filho de 3 anos, também pretende mantê-lo na instituição. “Devemos manter não só porque a creche é boa, mas porque eles estão respeitando tudo o que as autoridades pediram que fosse feito. Pra gente, é algo que dá mais garantia”, relata.

No último dia 10, a força-tarefa que investiga o surto emitiu um documento em que coloca as condicionantes para que o local reabra. Entre eles, está a contratação de empresa especializada de limpeza para fazer a higienização completa do espaço. Os proprietários terão ainda que fazer exames na água para comprovar que não há bactéria.

Vinícius conta que a creche tem mantido contato com os pais e que os donos estão esperançosos de que conseguirão reabrir a tempo para a volta às aulas dos alunos, prevista para o próximo dia 2 de maio. “Eles estão doidos para reabrir. Nos falaram que vão entregar o que foi exigido ainda esta semana”, conta.

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O advogado afirma ainda que o episódio do surto deixou uma lição aos pais, não só daquela creche, mas de todas as outras. “Uma coisa que vai ficar pra gente é sempre prestar atenção se o filho tiver alguma doença antes de levar para a creche. A gente sabe que muitos trabalham e não têm como ficar com a criança em casa, mas vimos como mesmo uma virose que parece pouca coisa pode se tornar algo maior”, afirma.

A creche Praia Baby informou que ainda não vai se manifestar sobre a reabertura.

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