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Relembre acidentes graves com carretas transportando granito na BR 101

Na noite desta segunda-feira (10), uma família morreu em um acidente envolvendo uma carreta de granito. Outras duas tragédias que juntas vitimaram 34 pessoas também são lembradas

Carro destruído após ser atingido por caminhão que transportava granito, na Serra, no início da madrugada desta terça-feira (11)
Carro destruído após ser atingido por caminhão que transportava granito, na Serra, no início da madrugada desta terça-feira (11)
Foto: Iara Diniz

Três pessoas de uma família morreram em um trágico acidente entre um carro de passeio e uma carreta de granito em Chapada Grande, na BR 101, Serra, por volta das 23h desta segunda-feira (10). O bloco de granito que a carreta transportava caiu sobre o carro, causando a morte de um bebê de 1 ano e 4 meses, o pai e a mãe. Uma criança de 11 anos segue internada em estado muito grave. 

De acordo com a PRF, o motorista saiu do local do acidente com um amigo, sem autorização, em direção ao hospital Jayme Santos Neves, na Serra, onde ficou internado. Ele saiu do hospital e ainda não foi localizado. 

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Outros dois acidentes em outros trechos na BR 101 são muito lembrados pelos capixabas pela gravidade das tragédias, que também envolvem carretas que faziam transporte de granito. Um aconteceu em 22 de junho de 2017 e deixou 23 mortos em Guarapari. O outro vitimou 11 pessoas do grupo de dança alemã Bergfreunde, de Domingos Martins, no dia 10 de setembro do mesmo ano.

MAIOR ACIDENTE DO ES

Acidente envolvendo duas ambulâncias, uma carreta e um ônibus deixou 23 mortos e vários feridos no km 343 da BR-101, em Guarapari
Acidente envolvendo duas ambulâncias, uma carreta e um ônibus deixou 23 mortos e vários feridos no km 343 da BR-101, em Guarapari
Foto: Jefferson Rocio/ Futura Press/ Estadão Conteúdo

No dia 22 de junho de 2017, um acidente gravíssimo deixou 23 mortos na BR 101, em Guarapari, e também envolveu uma carreta com granito.

Alicinaldo tinha 36 anos. Era motorista de ambulância mas, nas horas de folga, curtia motocross. Andréa era enfermeira, em São Paulo, e ia visitar a família que não vi a há um ano. Heliodoro Pires de Jesus, 39, voltava de uma reunião de trabalho na capital paulista.

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Os três tiveram as histórias encerradas naquele que já é considerado o mais grave acidente das estradas capixabas. Ao todo, 23 pessoas morreram quando uma carreta descontrolada, após tombar, atingiu um ônibus da Águia Branca e mais duas ambulâncias, na BR101, no quilômetro 343, em Guarapari. Ainda não eram 6 horas quando ocorreu o acidente.

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Alguns passageiros dormiam e outros se preparavam para a chegada a Vitória em mais uma hora. Tinham saído atrasados de São Paulo, em decorrência da chuva. Após a colisão, o ônibus caiu numa ribanceira de seis metros e incendiou, reduzindo a possibilidade de resgate das vítimas. Dezenove passageiros perderam a vida naquele momento. Alguns, com os corpos em chamas, ficaram às margens da rodovia. De longe, gritos de socorro eram ouvidos.

O ACIDENTE 


A colisão envolveu uma carreta, um ônibus de viagem da empresa Águia Branca e duas ambulâncias. A batida interdita os dois sentidos da via e o tráfego foi desviado no km 335, no trevo que dá acesso ao município. No local, dois helicópteros da PM e três equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam no resgate às vítimas, além de equipes da concessionária Eco 101.

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Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta carregada com bloco de pedra, de aproximadamente 35 toneladas, vinha do sentido Vitória - Rio de Janeiro, quando, por motivos desconhecidos, invadiu a contramão e colidiu frontalmente com um ônibus, que seguia de São Paulo para Vitória, e ambulâncias dos municípios de Jerônimo Monteiro e Alfredo Chaves. Após a curva, a rocha atingiu o ônibus, que tombou e começou a pegar fogo pelos fundos, segundo informações que a polícia apurou com os passageiros.

GRUPO DE DANÇA

Grupo de dança alemã Bergfreunde de Campinho estava no micro-ônibus que pegou fogo em acidente
Grupo de dança alemã Bergfreunde de Campinho estava no micro-ônibus que pegou fogo em acidente
Foto: Reprodução / Facebook

Já no dia 10 de setembro de 2017, outro acidente impressionou os capixabas. Onze passageiros de um micro-ônibus que pegou fogo após bater de frente com um caminhão de bebidas na BR 101, em Mimoso do Sul, eram integrantes do grupo de dança alemã Bergfreunde, de Domingos Martins. Eles estavam voltando de uma apresentação na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Os casais de dançarinos tinham com idades entre 17 e 42 anos.

> Grupo de dança de Domingos Martins estava em micro-ônibus carbonizado

Segundo a Polícia Rodoviária federal, 20 pessoas estavam no micro-ônibus. Delas, 11 morreram. Outras três pessoas tiveram lesões graves, duas sofreram ferimentos lesões leves e quatro saíram ilesos.

O grupo era composto de jovens e fez apresentações na 23ª edição da Deutsches Fest. Eles saíram de Domingos Martins em uma sexta-feira (8).

O músico Éden Schambach Júnior, 48 anos, participou dos ensaios para a apresentação em Minas Gerais, mas não viajou com o grupo por conta de um compromisso na cidade. Na época, o músico contou à reportagem que o veículo no qual os dançarinos estavam foi alugado com recursos do Edital de Locomoção da Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

O ACIDENTE

As 11 vítimas morreram no acidente que envolveu dois caminhões, um Ford Ka e um micro-ônibus no dia 10 de setembro de 2017, na altura do km 450 da BR 101 Sul, em Mimoso do Sul. O micro-ônibus e um dos caminhões pegaram fogo. Todas as vítimas estavam no micro-ônibus. Outras duas pessoas tiveram ferimentos leves e quatro saíram ilesas do acidente.

 

 

Um dos caminhões carregava cerveja e o outro, placas de granito. A jornalista Renata Resstel, que passava pela rodovia no momento do acidente, afirmou que o motorista do caminhão de cerveja relatou que o condutor do micro-ônibus desceu a estrada pela contramão, sem controle, e provocou a batida de frente. Ainda segundo o motorista do caminhão, antes de bater neste nele, o micro-ônibus colidiu contra um outro caminhão, que transportava placas de granito.

"Em seguida, houve explosões e o fogo se alastrou pelo caminhão de bebidas e pelo micro-ônibus", conta Renata.

Ainda segundo a jornalista, os dois motoristas dos caminhões conseguiram sair dos veículos com ferimentos leves. "Com certeza pessoas ficaram presas no micro-ônibus. Vi três corpos no chão", diz a jornalista.

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