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Governo do ES avalia fechar prédio do Hospital Infantil de Vitória

Ainda não foi definido se os serviços serão transferidos para outras unidades ou se será construído um novo hospital

Hospital Infantil de Vitória
Hospital Infantil de Vitória
Foto: Internauta

O governo do Estado avalia fechar o prédio onde hoje funciona o Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória. Ainda não foi definido se os serviços serão transferidos para outras unidades ou se será construído um novo hospital. A unidade do Infantil de Vitória funciona sem o alvará do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária, segundo a Defensoria Pública, desde 2014.

 

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ainda vai estudar junto à Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) se o prédio antigo, que fica no bairro Santa Lúcia, terá alguma outra destinação. O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, afirma que essas decisões serão tomadas ainda este ano pelo governador Renato Casagrande.

"A decisão já concreta é que não é possível considerar natural que os prédios públicos de Saúde sejam prédios em condições inseguras, incapazes de ofertar um ambiente humanizado para os trabalhadores e usuários do SUS", comentou o titular da pasta.

A Sesa espera que toda essa transferência dos pacientes e serviços seja feita, aos poucos, até 2021. O setor de oncologia vai ser levado para o Hospital da Polícia Militar, onde já funciona o pronto-socorro do Infantil de Vitória.

A informação da possibilidade de fechar o prédio foi anunciada em uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (05) na sede da Sesa, na Enseada do Suá, em Vitória. Para conseguir futuramente acolher esses pacientes do Infantil de Vitória, o secretário cita investimentos na rede estadual de Saúde, como o acréscimo de mais 140 vagas no Hospital Infantil de Vila Velha e a construção de uma unidade materno infantil na Serra. 

Participaram da coletiva o secretário e o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, tenente-coronel Carlos Wagner Borges. Segundo o secretário, "não há vantagem administrativa e financeira em reformar estruturalmente aquele prédio".

"É uma estrutura muito antiga. A distância dos corredores, a distância de portas de acesso e saída, e os espaços de acesso e saída ,para se adequarem às normas contemporâneas e de vigilância do Corpo de Bombeiros, exigiriam mudanças estruturais muito grandes naquela unidade. Inclusive com um tempo de reforma muito grande", justifica o secretário. 

 

 

Só este ano, o hospital teve pelo menos três princípios de incêndio, um no setor de oncologia, um no CTI e um no setor de raio-x. O secretário diz que foram episódios "pequenos" e que foram resolvidos pelos próprios funcionários do hospital.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros afirmou que os bombeiros vão continuar 24h dentro da instituição até que a Sesa resolva os problemas no prédio: "Vamos permanecer até a unidade ser entregue de forma que possa receber o alvará provisório do Corpo de Bombeiros”. Segundo o tenente-coronel, o hospital precisa readequar a parte elétrica, trocar as luminárias, e ajustar as portas corta fogo e rotas de fuga.

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Por enquanto, o governo do ES garante que faz reparos na rede elétrica. Essas intervenções vão ser concluídas, segundo o Governo, em seis meses. A administração lançou mão de contratos emergenciais para adequação dos pontos críticos. O investimento nessas intervenções é da ordem de R$ 1,4 milhão.

Segundo a Sesa, o Governo do Estado iniciou um processo licitatório para reforma e manutenção de prédios públicos, desembolsando R$ 220 milhões. Desse valor, R$ 140 milhões serão usados nos hospitais próprios do Estado. 

 

 

 

 

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