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Hospital cria app para médicos trocarem informações durante consultas

O uso do aplicativo para esse modelo de atendimento é regularmente utilizada em hospitais de referência como o Albert Einstein, em São Paulo

Foto: Reprodução/Divulgação

Com a perspectiva de ampliar e qualificar o atendimento médico da população, a Santa Casa de Vitória desenvolveu um aplicativo para que os profissionais de saúde troquem informações em tempo real durante uma consulta, ou para obter segunda opinião em determinado caso clínico. O recurso pode ser usado por meio de celulares, tablets e computadores e visa diminuir distâncias para realizar a assistência médica. 

O aplicativo estará disponível a partir do próximo ano para os médicos da instituição e a ideia é oferecer o serviço desses profissionais para prefeituras do interior. "O município que não tem um dermatologista, por exemplo, pode comprar 100 pareceres por mês dessa especialidade. O custo será muito menor do que enviar um paciente para Vitória", afirma Rosane Mageste, diretora da Medicina Interativa da Santa Casa.

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Conforme a necessidade, o pedido de informação a um especialista da Santa Casa poderá ser feito enquanto a consulta é realizada em outro ponto do Estado. "Nosso médico poderá indicar o medicamento a ser utilizado, o tipo de exame a ser feito ou até mesmo recomendar um procedimento", explica Rosane Mageste. Em situações que não exijam urgência do diagnóstico, o profissional por ser requisitado apenas para uma segunda opinião formativa, após a consulta com o paciente. 

A diretora da Santa Casa disse que o aplicativo já passou por testes e segue as regras de confiabilidade estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A fase atual é de levantamento de custos para a oferta do serviço e, paralelamente, aquisição de equipamentos necessários para sua execução. 

O uso do aplicativo para esse modelo de atendimento é o que se chama de telemedicina e, segundo Rosane Mageste, é regularmente utilizada em hospitais de referência, como o Albert Einstein, em São Paulo. De lá, médicos também são consultados à distância para oferecer uma segunda opinião. 

Nesta área da telemedicina, a Santa Casa está implementando outra estratégia e inaugura, na próxima quarta-feira (20), um laboratório para videoconferências que vai possibilitar a troca de informações entre estudantes e profissionais de todo o país e do mundo. A unidade é ligada à Rede Universitária de Telemedicina (Rute) e, assim, passará a compartilhar dados entre hospitais universitários e instituições de ensino que compõem essa rede. 

"A nossa unidade vai fazer conexão com outras instituições de ensino e trocar conhecimento na área de assistência e de ensino e pesquisa. São 131 no país e algumas internacionais. Isso é muito importante para a formação dos nossos estudantes e também para os profissionais, que terão a chance de ouvir outras experiências, conhecer pesquisas e se informar sobre casos que, eventualmente, no Espírito Santo não sejam frequentes", ressalta Rosane Mageste.

Atualmente, há 50 tipos de assuntos disponíveis para videoconferências, nas mais diversas áreas da saúde, que são denominados Grupos de Interesse Especial (SIGs). A partir da inauguração da unidade de telemedicina da Santa Casa, a instituição passa a coordenar o SIG sobre Genética Humana. Os temas são debatidos todos os meses e os encontros são previamente agendados para possibilitar a participação de todos os interessados.

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