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Astrônomos encontram evidências da primeira lua fora do Sistema Solar

Corpo chama atenção por ser gasoso e gigante, com tamanho aproximado do planeta Netuno

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Foto: Pixabay

Astrônomos revelaram a existência do que parece ser a primeira lua detectada fora de nosso sistema solar, um grande mundo gasoso do tamanho de Netuno que não se parece com nenhuma lua conhecida e orbita um planeta também gasoso muito maior do que Júpiter.

A descoberta, detalhada por pesquisadores nesta quarta-feira, foi uma surpresa, e não por mostrar que existem luas em outros lugares — eles acreditavam ser só uma questão de tempo para uma ser encontrada em outro sistema estelar. O que os maravilhou foi o quão diferente ela é das cerca de 180 luas conhecidas de nosso Sistema Solar.

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"Ela é grande e estranha para os padrões do Sistema Solar — disse David Kipping, professor de astronomia da Universidade Columbia, a respeito da “exolua“, assim chamada por estar fora de nosso sistema solar.

As luas de nosso sistema solar são todas objetos rochosos e gelados. A “exolua“ recém-descoberta e o planeta que ela orbita, que se estima ser várias vezes mais volumoso do que Júpiter, o maior planeta de nosso Sistema Solar, são ambos gasosos, uma combinação inesperada. Eles estão localizados a 8 mil anos-luz da Terra.

Kipping e Alex Teachey, estudante de graduação de Columbia e coautor do estudo, disseram que suas observações com o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial Kepler, da Nasa, forneceram o primeiro indício claro de uma “exolua“, mas novas observações a serem feitas com o Hubble em maio do ano que vem devem ser usadas para confirmar a descoberta.

A “exolua“ é exponencialmente maior do que a maior lua de nosso sistema solar. Enquanto a lua Ganimede de Júpiter tem um diâmetro de cerca de 5.260 quilômetros, estima-se que a “exolua“ tenha a dimensão aproximada de Netuno, o menor dos quatro planetas gasosos de nosso sistema solar, com um diâmetro de cerca de 49 mil quilômetros.

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A “exolua“ e seu planeta orbitam a Kepler-1625, uma estrela semelhante em temperatura ao nosso Sol, mas cerca de 70% maior. A lua recém-descoberta está a cerca de 3 milhões de quilômetros de seu planeta e sua massa é aproximadamente 1,5 por cento daquela do planeta.

Kipping e Teachey recorreram ao método de “trânsito” já usado por pesquisadores para detectar quase 4 mil planetas exteriores ao nosso Sistema Solar, os chamados exoplanetas. Eles observaram uma diminuição do brilho da Kepler-1625 quando o planeta e depois sua “exolua“ passaram diante dele. O tamanho e a composição gasosa do corpo desafiam as teorias atuais sobre a formação de luas.

"Você poderia argumentar que, como objetos grandes são mais fáceis de detectar do que os menores, esta é a fruta no galho mais baixo, então pode não ser totalmente inesperado que a detecção da primeira “exolua“ estaria entre as maiores possíveis", disse Teachey.

As descobertas foram publicadas no periódico científico Science Advances.

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