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Esqueleto de 3.700 anos ainda com feto dentro do corpo é encontrado

Aos 25 anos de idade, ela teria morrido durante trabalho de parto, dizem cientistas

Restos mortais de feto são encontrados "encaixados" no esqueleto de uma mulher, em uma escavação no Egito
Restos mortais de feto são encontrados "encaixados" no esqueleto de uma mulher, em uma escavação no Egito
Foto: Divulgação/Ministério de Antiguidades do Egito

Arqueólogos descobriram no Egito o esqueleto de uma jovem mulher que data de cerca de 3.700 anos atrás e que estava nas semanas finais de uma gravidez quando morreu. Ela foi enterrada com o feto ainda dentro de seu corpo. Os cientistas estimam que ela tinha cerca de 25 anos quando morreu.

O pequeno esqueleto foi encontrado com a cabeça voltada para baixo em direção à pélvis da mulher — uma posição normalmente vista no terceiro trimestre de gestação. Isso sugere que ela pode ter morrido após o início do trabalho, disse o Ministério de Antiguidades do Egito em um comunicado divulgado no último dia 14.

Os restos mortais foram decobertos por uma equipe internacional de especialistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e da Universidade de Bolonha, na Itália. Eles encontraram os esqueletos em um cemitério no sítio arqueológico de Kom Ombo, em Aswan, uma cidade no sul do Egito localizada a cerca de 850 quilômetros do Cairo, a capital do país.

O cemitério foi usado entre 1750 a.C. e 1550 a.C. por nômades que viajavam para o norte na região da Núbia, disse o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Mostafa Waziri.

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A Núbia é uma região situada no vale do rio Nilo que, atualmente, é partilhada pelo Egito e pelo Sudão. Na época do Egito faraônico, a Núbia era uma região que separava esse país da África subsaariana.

Outras descobertas recentes no sítio de Kom Ombo incluem uma estátua de uma esfinge coroada, gravuras de um faraó guerreiro e uma cabeça de pedra representando o imperador romano Marco Aurélio.

Anomalia nos ossos pélvicos

 

No túmulo recentemente escavado, o corpo da mulher estava curvado para dentro e envolto em uma mortalha de couro. Arqueólogos inspecionaram seus ossos pélvicos e descobriram anormalidades que podem ter se originado de uma antiga fratura que foi curada incorretamente. Isso pode ter contribuído para as dificuldades da mulher durante o parto, levando à morte dela e de seu feto, disse Mostafa Waziri.

Objetos encontrados na sepultura incluíam um pote de cerâmica, um recipiente de cor vermelha por fora e preto no interior — do estilo dos potes feitos na antiga Núbia — e contas feitas da casca de um ovo de avestruz.

Todos esses objetos funerários provavelmente foram incluídos para homenagear a mulher morta e mostrar o respeito de sua família e entes queridos, disseram representantes do ministério.

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