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Sony não pretende deixar de fabricar smartphones, diz presidente

Kenichiro Yoshida, presidente executivo da empresa, disse que os aparelhos celulares são importantes para o posicionamento da marca junto ao mercado; investidores pedem fim da fabricação

Smartphones da Sony representam apenas 1% do mercado mundial
Smartphones da Sony representam apenas 1% do mercado mundial
Foto: Estadão

A Sony vê o negócio de smartphones como indispensável para a sua carteira de marcas, disse o presidente-executivo da companhia, Kenichiro Yoshida nesta quarta-feira (22). A declaração contraria pedidos de alguns investidores de que a empresa japonesa de eletrônicos acabe com o negócio que está perdendo dinheiro.

O negócio de smartphones da companhia registrou um prejuízo operacional de 97,1 bilhões de ienes (US$ 879,45 milhões) no ano encerrado em março, ficando atrás de rivais como a Apple e a Samsung, e pesando no lucro recorde do grupo.

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O setor de equipamentos eletrônicos de consumo da Sony “tem se concentrado no entretenimento desde nossa fundação, não em necessidades diárias como geladeiras e máquinas de lavar”, disse Kenichiro Yoshida.

A empresa, originalmente uma joint venture com a sueca Ericsson, da qual a Sony assumiu o controle total em 2012, tem participação de menos de 1% no mercado mundial, vendendo apenas 6,5 milhões de aparelhos por ano, principalmente para o Japão e a Europa, segundo o balanço financeiro da Sony.

Apesar da participação tímida, Yoshida disse que os aparelhos são importantes para a marca. “Nós vemos smartphones como um hardware para entretenimento e um componente necessário para tornar nossa marca de hardware sustentável”, disse. “E as gerações mais jovens não assistem mais à TV. Seu primeiro ponto de contato é o smartphone.”

A Sony está reforçando as funções de jogos de seus smartphones para aproveitar os clientes de seu bem-sucedido negócio de videogames PlayStation.

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