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Taxa de desemprego no ES bate recorde e atinge 14,4% da população

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), 294 mil pessoas estão sem emprego no Estado

Contratos de trabalho temporários poderão ser ampliados por mais 90 dias
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Foto: A Gazeta

Em meio às incertezas políticas e econômicas, o desemprego continua crescendo no país. No Espírito Santo, a taxa chegou a 14,4% no primeiro trimestre deste ano. Isso significa que 294 mil pessoas estão sem trabalho no Estado. É o maior patamar  desde o início  da série história, em 2012. 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número de desempregados cresceu em relação ao ano passado. No último trimestre de 2016, a taxa de desocupação era de 13,6%, que já era a mais alta taxa desde 2012. Já nos primeiros três meses do ano, a mesma taxa estava em 11,1%. 

Em abril, o IBGE já havia divulgado que a taxa de desemprego no país atingiu 13,7%: um total de 14,2 milhões de brasileiros.

No confronto anual, houve crescimento desse indicador em todas as Grandes Regiões: Norte (de 10,5% para 14,2%), Nordeste (de 12,8% para 16,3%), Sudeste (de 11,4% para 14,2%), Sul (de 7,3% para 9,3%) e Centro-Oeste (de 9,7% para 12,0%). A Região Nordeste permanece registrando a maior taxa de desocupação dentre todas as regiões, seguida pelo Sudeste.

A taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega dados de subocupados por insuficiência de horas e de desempregados) ficou em 19,8% no país e de 17,3% no Estado no primeiro trimestre deste ano. Nos últimos três meses de 2016, o índice regional ficou em 16,6%. Os números mostram a persistência dos efeitos da crise no mercado de trabalho.

 

Número de desempregados atinge 294 mil no ES

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Jovens

A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade, 28,8%, continuou a apresentar patamar superior ao estimado para a taxa média total. Este comportamento foi verificado tanto para o Brasil, quanto para cada uma das cinco Grandes Regiões, onde a taxa oscilou entre 19,1% no Sul e 32,9% no Nordeste. Já nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade, este indicador foi de 12,8% e 7,9%, respectivamente.

Pretos e pardos

O contingente dos desocupados no Brasil no 1º trimestre de 2012 foi estimado em 7,6 milhões de pessoas, quando os pardos representavam 48,9% dessa população; seguido dos brancos, 40,2% e dos pretos 10,2%. No 1º trimestre de 2017, esse contingente subiu para 14,1 milhões de pessoas e a participação dos pardos passou a ser de 52,1%; a dos brancos 35,7% e dos pretos subiu para 11,5%.

 

Mulheres

Diferente do que foi observado para as pessoas ocupadas, o percentual de mulheres na população desocupada foi superior ao de homens. No 1º trimestre de 2017 elas representavam 50,6% dessa população.

Em quase todas as regiões, o percentual de mulheres na população desocupada era superior ao de homens, a exceção foi a Região Nordeste, na qual este percentual representava 48,8%. Na Região Norte, o percentual das mulheres foi o maior, elas representavam 52,2% das pessoas desocupadas.

População ocupada

A população ocupada, no 1º trimestre de 2017, estimada em 88,9 milhões de pessoas, era composta por 68,0% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares. Ao longo da série histórica da pesquisa essa composição não se alterou significativamente. Nas Regiões Norte (31,7%) e Nordeste (30,3%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões.

Na análise por sexo, verificou-se a predominância de homens (56,9%). Este fato foi confirmado em todas as regiões, sobretudo na Norte, onde os homens representavam 60,9% dos trabalhadores no 1º trimestre de 2017.

Do contingente de ocupados, 12,5% deles eram jovens, de 18 a 24 anos, enquanto os adultos nas faixas de 25 a 39 anos e 40 a 59 anos de idade, representavam 78,4% e que os idosos correspondiam a 7,3%.

Escolaridade

No 1º trimestre de 2017, a pesquisa mostrou que, no Brasil, entre as pessoas ocupadas, 27,6% não tinham concluído o ensino fundamental, 57,0% tinham concluído pelo menos o ensino médio e 18,8% tinham concluído o nível superior.

Regionalmente, a análise destacou um quadro diferenciado. Nas Regiões Norte (35,4%) e Nordeste (36,7%), o percentual de pessoas nos níveis de instrução mais baixos (não tinham concluído o ensino fundamental) era superior ao observado nas demais regiões.

Nas Regiões Sudeste (63,2%) e Sul (56,3%) o percentual das pessoas em idade de trabalhar que tinham completado pelo menos o ensino médio era superior ao das demais regiões. A Região Sudeste (22,2%) foi a que apresentou o maior percentual de pessoas com nível superior completo, enquanto a Região Norte teve o menor (13,3%).

Força de trabalho

No Brasil, no 1º trimestre de 2017, a distribuição da população em idade de trabalhar, composta pelas pessoas que estavam na força de trabalho (total de pessoas ocupadas e desocupadas) e pelas pessoas fora da força de trabalho foi de 61,6% e 38,4%, respectivamente.

Regionalmente, verificou-se que no Nordeste, a taxa de participação na força de trabalho (percentual de pessoas na força de trabalho da população de 14 anos ou mais de idade), no 1º trimestre de 2017, foi de 54,7%, inferior à taxa observada nas demais regiões; por outro lado, a Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa, 65,2%.

Do contingente da população em idade de trabalhar que estava na força de trabalho, 86,3% se encontravam ocupados e 13,7% desocupados.

No 1º trimestre de 2017, no Brasil, cerca de 36,1% da população fora da força de trabalho era composta por idosos (pessoas com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade somavam 27,8% e os adultos, com idade de 25 a 59 anos, representavam 36,0%. As Regiões Sul (42,8%) e Sudeste (40,9%) apresentaram os maiores percentuais de idosos fora da força de trabalho.

A população fora da força de trabalho era composta em sua maioria por mulheres. No 1º trimestre de 2017, elas representavam 65,2%. Em todas as regiões o comportamento foi similar. Essa configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica disponível.

 

 

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