Notícia

Hora da recuperação: empresários afirmam que pior da crise já passou

O diretor-geral da Rede Gazeta, Café Lindenberg, cita que, desde 2013, a economia vem patinando, mas que, nos últimos meses, o cenário é de saída do fundo do poço

Foto: Edson Chagas

Os impactos da crise foram devastadores e não pouparam empresários, trabalhadores, pequenos empreendedores, cofres públicos. Todos sofreram com a elevada recessão, desemprego, inflação, juros, queda da renda e do consumo. Mas, para o setor produtivo, o país voltou a encontrar o equilíbrio da economia e, daqui para a frente, a perspectiva é de retomada do crescimento.

O diretor-geral da Rede Gazeta, Café Lindenberg, cita que, desde 2013, a economia vem patinando, mas que, nos últimos meses, o cenário é de saída do fundo do poço. “A gente sente que a reação da economia ainda é pequena, mas acredito que a queda parou e, agora, o curso é de melhora. Estou muito otimista.”

A sensação de que o pior já passou também é compartilhada pelo presidente do Grupo Águia Branca, Decio Chieppe. Ele adianta que a intenção é investir mais. “Não paramos de investir durante a crise. Demos uma moderada e agora começamos a acelerar.”

Na mesma perspectiva, um dos setores que promete forte crescimento em 2018 será o da produção de aço, segundo a avaliação do CEO da ArcelorMittal Aços Planos América do Sul, Benjamin Baptista.

“O nosso setor produtor de aço deve crescer principalmente carregado pela expansão da indústria automotiva e também do agrobusiness. Estamos prevendo um crescimento bastante substancial do consumo aparente de aço no ano que vem, na ordem de 8% a 9%”, destaca.

O otimismo para 2018 pode resultar também em mais abertura de créditos no Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Essa é a expectativa do diretor-presidente da instituição, Aroldo Natal Silva Filho. “Estamos fechando nosso orçamento ainda. Para este ano, foram R$ 219 milhões e espero que para 2018 seja um pouco maior, com um crescimento de 10% a 15% no crédito”, diz.

Também da área bancária, o vice-presidente corporativo da Caixa Econômica Federal, Antônio Carlos Ferreira, destaca que projetos que estavam adormecidos ganham mais robustez com a volta do crescimento.

Já o diretor comercial da Garoto, o executivo Leandro Cervi, acredita que o próximo ano será ainda de contenção de despesas, mas a empresa enxerga o período como mais favorável para novos investimentos. “É um cenário que ainda temos que focar no controle de custos, mas estamos otimistas. Acreditamos que 2018 vai ser bem melhor”, pontua Cervi.

O gerente de Relações Institucionais da Fibria, Armando Amorim, cita que projetos importantes para o Estado como a fábrica de bio-óleo e os investimentos em nanocelulose e lignina tornam-se ainda mais sólidos com a melhoria da economia.

Léo de Castro, presidente da Federação das Indústrias (Findes), comenta que para 2017 o setor já prevê um crescimento de 4,5% e que 2018 tende a ser ainda mais positivo. Castro frisa que, para que todo o otimismo se mantenha, é essencial que o governo aprove reformas, como a da Previdência e a tributária.

 

 

Ver comentários