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Presidente do BC diz que crédito e menos inflação sustentam retomada

Para IlanGoldfajn, a retomada da economia nacional deve começar pelo consumo

Ilan Goldfajn participou do no 5º Fórum Liberdade e Democracia
Ilan Goldfajn participou do no 5º Fórum Liberdade e Democracia
Foto: Marcelo Prest

Mais crédito, menos inflação e menor taxa de juros são os pilares que sustentam a retomada da economia nacional. A afirmação é do presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, que participou do no 5º Fórum Liberdade e Democracia, realizado nesta segunda-feira (06), em Vitória. Junto com esses três fatores, Goldfajn também apontou que a Reforma da Previdência é um ponto importante para que a desinflação, queda de juros e retomada sustentável do país continuem. 

Para Goldfajn, a retomada da economia nacional deve começar pelo consumo, com isso, a medida que o tempo for passando haverá a geração de investimentos, o que engrenará o setor de produção de bens duráveis.

Goldfajn comentou que a média da taxa de juros real do Brasil, nos últimos cinco anos, ficou em torno de 5% e hoje está em 3%. Para que essa taxa caia e chegue próximo ao patamar de países desenvolvidos é preciso algumas realizar algumas ações.

“Acho que a gente pode continuar nessa convergência de redução dessa taxa, à medida que conseguimos resolver problemas estruturais, como as reformas fiscais, trabalhista e da previdência, e outras questões pontuais. Com a taxa de juros próxima a 3%, há a estimulação da economia do país, mas vamos acompanhar as mudanças para poder, então, definir os próximos passos", ressaltou.

Segundo o presidente, o Banco Central já está adotando ações para fazer com que o país volte a crescer. Entre as propostas da Agenda BC+ estão simplificar e modernizar os instrumentos de captação de recursos pela instituição, tornar o uso do cartão de crédito mais eficiente - reduzindo a taxa de juros que era de 14,9% ao mês para 10% ao mês -, modernizar a taxa de remuneração do Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e atualizar o marco geral de condições do sistema financeiro nacional.

Goldfajn destacou, ainda, que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 0,7% este ano. Já a projeção para 2018 é de 2,5%. Outro ponto chave para fazer a economia melhorar, de acordo com ele, é recuperar a confiança do brasileiro. “O caminho ainda é longo para que a economia volte a crescer de maneira mais expressiva”, lembrou.

Eleições 2018

Sobre a eleição presidencial que acontecerá no próximo ano, ele afirmou que o Banco Central não comenta o assunto. “Queremos nos manter o mais a-político e técnico possível para manter o crescimento do país”, enfatizou.

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