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Sooretama é a terceira cidade que mais produz café no Brasil

O município do Norte do Estado se tornou o principal produtor de café do Espírito Santo

Levantamento Sistemático da Produção Agrícola estima melhora na colheita do café
Levantamento Sistemático da Produção Agrícola estima melhora na colheita do café
Foto: Incaper/Divulgação

No Dia Internacional do Café, comemorado hoje, o capixaba tem um motivo a mais para celebrar: Sooretama é a maior cidade produtora de café do Espírito Santo e a terceira maior do país. O município, emancipado há menos de 25 anos, está localizado no Norte do Estado, na Região do Rio Doce, e passou de um pequeno povoado a ocupar um posto de destaque no cenário cafeeiro nacional.

Devido à sua baixa altitude e ao seu clima quente, segundo a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2017, divulgada pelo IBGE, Sooretama foi responsável pela produção de 28,7 mil toneladas (t) de conilon, no ano passado.

A colheita da cidade vem crescendo ao longo dos anos. Entre os fatores que contribuíram para que a produção do município decolasse de vez está o fato da região ter um dos melhores coeficientes de rendimento de produção do Estado, colhendo 2 toneladas de grãos a cada hectare plantado.

“Os produtores fizeram investimentos nas lavouras, buscaram por inovação, melhoramento genético relacionado a qualidade e resistência dos grãos à seca, modelos de irrigação mais econômicos e automatizado e qualificação. Além disso, os produtores procuram diversificar seus cultivos com outras frutas”, explica Fernando Camiletti, secretário de agricultura do município.

A vocação dos municípios capixabas para o café já é mais do que reconhecida. O Estado é o segundo maior produtor do país, sendo que os grãos colhidos em solo espírito-santense (552,4 mil toneladas) representaram 20,6% de toda a produção nacional. No caso do conilon, o índice chega a 58,2% (373,7 mil toneladas) e o Espírito Santo é o maior produtor.

Os municípios que tiveram as maiores safras de conilon e arábica, no ano passado, depois de Sooretama, foram São Mateus (26,9 mil toneladas), Linhares (18,7 mil t), Montanha (18,6 mil t) e Montanha (18,6 mil t).

Vocação

Outro município que também é destaque na produção de conilon é Nova Venécia. Em 2017, a cidade foi responsável por produzir 15,8 mil toneladas dos grãos, gerando mais de R$ 986,6 milhões à cultura.

A vocação do município e da região onde está inserido atrai empresas a se instalarem lá. Esse foi o caso da multinacional Louis Dreyfus Company (LDC). A companhia trabalha com a compra e armazenamento de café conilon na cidade e, por ano, movimenta 1,2 milhão de sacas do grão na cidade.

Em agosto, a empresa foi responsável por quase 25% da exportação de todo o conilon capixaba, enviando 300 mil sacas dos grãos para outros países.

“Depois de dois anos de quebra de safra, você tem um retomada na colheita. Estamos hoje com uma a situação mais próspera em termos de produção e restabelecendo o cenário de produtividade”, conta Marcelo Pedro, diretor executivo da LDC.

Produtividade

Um dos fatores determinantes para a produção do café, não importando a variedade cultivada, é a produtividade da lavoura, já que uma boa safra pode representar um grão melhor e de mais peso.

O rendimento médio da produção de café no Espírito Santo, em 2017, aumentou 11,7% quando comparado ao ano de 2016. A cada hectare plantado, foi colhido em média 1,36 mil quilos do grão.

No entanto, enquanto o café canephora rendeu 31,3% a mais que no ano anterior, a variedade arábica sofreu uma queda de 15,6% no rendimento.

Neste ano, a bienalidade favorável aos grãos fez com que o conilon desse um salto de produção (552,4 mil t). O Espírito Santo colheu 373,7 mil toneladas do café em 2017, número 22,9% maior do que o de 2016. Já no caso do arábica, a produção foi de 178,7 mil toneladas.

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