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Economia do ES sinaliza retomada e PIB cresce 2,5% no 2º trimestre

O resultado foi alavancado pelo desempenho dos setores de comércio varejista, que cresceu 2,3%, e de serviços em relação aos três primeiros meses do ano

Vendas, comércio
Vendas, comércio
Foto: Valter Campanato | Agência Brasil

Após queda nos primeiros meses de 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo registrou alta de 2,5% no segundo trimestre deste ano em comparação com o período imediatamente anterior. O resultado foi divulgado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) na tarde desta quarta-feira (18).

O resultado foi alavancado pelo desempenho dos setores de comércio varejista, que cresceu 2,3%, e de serviços, que teve alta de 0,9%. Segundo análise do Instituto, o crescimento nos empregos formais permitiu às famílias gastarem mais, impulsionando esses setores.

Já a indústria geral teve queda de 7,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. No acumulado do ano, a produção do setor industrial caiu ainda mais, um total de 12%. “No ano passado, a agricultura teve grande contribuição no PIB positivo, que foi de 2,4%. Este ano, o peso da agricultura reduziu e estamos vendo mais a influência negativa da indústria”, afirmou o presidente do Instituto, Luiz Paulo Velloso Lucas.


O setor extrativo, principalmente o de petróleo, continua segurando uma retomada mais sólida da economia do Estado. A produção de petróleo no Estado vem registrando queda desde o ano passado o que provocou, inclusive, a perda da segunda posição no ranking brasileiro para São Paulo (o Rio de Janeiro detém a primeira posição).

Em julho, mês não contabilizado na análise do INJS, a produção diária de petróleo do Estado foi a menor em nove anos.

Ainda na indústria extrativa, os efeitos da tragédia de Brumadinho, em janeiro, ainda são sentidos pelo setor de mineração. No início deste ano, a Vale precisou interromper as atividades da mina Alegria, localizada no complexo de Mariana (MG), que envia minério para o Estado, o que reduziu a oferta de produto no mercado.

Já o setor de celulose, apesar de não ter um peso tão grande no cálculo do PIB, apresentou queda de 28,5% no semestre. Uma retração global em preços e na demanda pela commodity tem forçado uma redução na produção na unidade da Suzano (empresa que nasceu da fusão da Suzano com a Fibria) em Aracruz, no Norte do Estado. Para diminuir os custos de produção, a empresa está favorecendo fábricas em outros Estados.

Por conta desses percalços, a economia capixaba como um todo cresceu apenas 0,2% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2018, bem menos que o PIB nacional que aumentou 0,7%.

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O presidente do IJSN evitou dar previsões para 2019, mas afirmou que a expectativa é de que o Estado consiga finalizar o ano com o crescimento do PIB maior do que o nacional. Ele citou que o Brasil se recupera da crise de 2015/2016 mais lentamente do que o esperado e lembrou que os investimentos, tanto públicos quanto privados, estão estagnados. "O importante é que a gente esteja melhor que o Brasil. A gente analisa o que temos de diferente. O setor industrial está pior, mas o de serviços e varejo, estão melhor que o nacional. A expectativa é de que, na medida em que a economia brasileira solucione seus nós e acelere a recuperação, o Estado possa responder mais do que proporcionalmente", diz.

 

 

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