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Empreendimentos valorizam mais de 50% em poucos anos

Já pensou em comprar um imóvel e, em menos de dois anos, ele valer 61% a mais?

Em dois anos,  os apês do Juan Fernandes passaram de R$ 926.430 para R$ 1,5 milhão
Em dois anos, os apês do Juan Fernandes passaram de R$ 926.430 para R$ 1,5 milhão
Foto: Galwan/Divulgação

Já pensou em comprar um imóvel e, em menos de dois anos, ele valer 61% a mais? Este nível de valorização não é comum no mercado imobiliário, mas quando alguns fatores são combinados, isso pode acontecer.

Foi o que houve com o Juan Fernandes, da Galwan Construtora, um empreendimento com unidades de três quartos, em Barro Vermelho, Vitória. Em setembro de 2016 uma unidade custava R$ 926.430. Agora, o prédio recém-entregue tem apartamentos a partir de R$ 1,5 milhão.

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Segundo José Luiz Galvêas, diretor-presidente da Galwan, a principal razão deste feito é o sistema de condomínio fechado. “Nossos clientes são donos do empreendimento e a Galwan é contratada para administrar, ou seja, as obras saem a preço de custo. Eles dividem tudo por igual. Quando fica pronto, vendem pelo valor de mercado, bem acima do que foi pago”.

DETERMINANTES

O consultor imobiliário José Luiz Kfuri aponta outros dois fatores como determinantes na valorização: a oferta e a procura. “Todos os locais com pouca oferta de terrenos têm uma boa valorização entre o lançamento e a entrega dos imóveis. E é ainda maior em bairros consolidados, onde as pessoas querem morar. Em regiões com excesso de unidades à venda isto dificilmente acontece, pelo contrário, as construtoras fazem promoções quando o prédio fica pronto”.

De acordo com Kfuri, os bairros em que este fenômeno mais acontece na Grande Vitória são Praia do Canto, Barro Vermelho, Mata da Praia e Jardim da Penha, na Capital; e Praia da Costa, em Vila Velha.

Na Mata da Praia, o edifício Mar Báltico, do grupo Mata da Praia/Dacaza, teve uma valorização de 53% entre o seu lançamento e sua entrega. As unidades de dois quartos partiam de R$ 530 mil em 2013, hoje, estão avaliadas em R$ 815 mil.

Outro empreendimento que teve uma valorização de destaque para o período de crise foi o Sequóia Residencial, da Mazzini Gomes Construtora, em Bento Ferreira. Ele foi lançado em setembro de 2013 por R$ 301 mil, em 2017. A mesma unidade foi vendida por R$ 460 mil, 51% a mais. “Neste período passamos pela maior crise vivida em nosso país. Este é um exemplo real de que imóvel é um investimento seguro. Quando bem localizado, só há valorização”, analisa Hermann Schneider, gerente-geral de vendas da Mazzini Construtora.

O Inocoopes, em 2012, lançou o Recanto de Camburi, em Jardim Camburi. Os apartamentos de dois quartos com suíte custavam R$ 172.900. Hoje, são vendidos por 60% a mais, R$ 278 mil.

O Unique Residence, da Lorenge, em 2013, tinha apartamentos de dois quartos na faixa de R$ 260 mil, que hoje valem R$ 410 mil, um aumento de 57%.

 

 

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