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Energia solar preserva os recursos naturais e o bolso dos condôminos

As placas fotovoltaicas podem ser entregues no condomínio ou instaladas pelo proprietário

Vista da Reserva, da Morar, na Serra, terá placas de geração de energia limpa no telhado da área de lazer
Vista da Reserva, da Morar, na Serra, terá placas de geração de energia limpa no telhado da área de lazer
Foto: Morar/divulgação

A sustentabilidade nos imóveis é uma pauta cada vez mais discutida. Nesse cenário, engenheiros e arquitetos trabalham juntos para que os empreendimentos tenham menos impacto no meio ambiente, mas sem perder suas funcionalidades. As placas fotovoltaicas estão mais presentes nesses espaços. Além de gerar energia limpa, possibilitam economia de até 80% na conta de luz de alguns ambientes e até 85% no valor da taxa de condomínio.

O mercado imobiliário já aderiu à energia solar. A Morar Construtora instalou as placas fotovoltaicas em vários empreendimentos na Serra, como o Vista do Horizonte, em Jardim Limoeiro, Vista da Reserva, em Camará, e Vista do Bosque, em Serra Sede.

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A diretora técnica da construtora, Aline Stefanon, prevê uma economia de até 80% nos gastos com energia na área de lazer. Além disso, os condomínios terão outras práticas sustentáveis, como a captação de água de chuva para irrigar plantas e limpar áreas comuns.

“Temos um desafio muito grande de oferecer imóveis acessíveis, mas que contenham itens importantes de sustentabilidade que garantam a valorização da unidade ao longo dos anos.”

A MRV Engenharia também está apostando nas placas no Spazio da Glória, em Vila Velha. A energia produzida será usada nas áreas comuns do empreendimento. Segundo a construtora, o uso da energia limpa diminui o custo anual do condomínio em 20%.

A Impacto Engenharia possui um lançamento em Jardim Camburi que tem como diferencial as placas fotovoltaicas. O Gran Reserva vai usar a energia também nas áreas comuns, inclusive os elevadores. O esperado é que haja uma economia de 85% no valor da taxa de condomínio.

POTENCIAL

Segundo a EDP, em dezembro 2017, eram 360 clientes cadastrados no Estado para geração de energia por meio das placas. Em pouco mais de um ano, mais 160 entraram para a lista. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) afirma que o Espírito Santo produz em torno de 87.578 kilowatts/hora, em pouco mais de 520 unidades geradoras, correspondendo a 0,0025% do total.

“Esse quadro demonstra que no Estado ainda existe um enorme demanda reprimida para o crescimento dos projetos em energia sustentável em todas as suas variantes. Seja em unidades residenciais, seja em unidades empresariais”, explica Altair Delogu Nunes, diretor da Impro Group.

VALE INSTALAR

O portuário Sandro Pirola apostou na ideia de uma casa mais sustentável. Ao comprar um imóvel no bairro Morada de Camburi, em Vitória, ele pensou em formas de economizar nas contas, e uma delas foi instalar as placas fotovoltaicas. Hoje, ele paga a taxa mínima da conta de luz. Sem a energia solar, a cobrança seria cerca de R$ 500. Além das placas fotovoltaicas, Sandro investiu na captação de água da chuva, com armazenamento de até três mil litros.

Washington Costa, diretor comercial da Solvix, explica que os únicos requisitos para instalar as placas é que o telhado da casa suporte a estrutura e que tenha incidência solar. Quanto às vantagens, Washington conta que a economia acontece dentro e fora do imóvel, como o uso de menos água para geração de energia pelas hidrelétricas.

O valor da instalação, segundo o diretor comercial, depende de quanto de energia a pessoa quer economizar. “Se uma família quer poupar R$ 375, por exemplo, o investimento será de R$ 22 mil”. Pode não parecer muito atrativo, mas Washington garante que o retorno é rápido.

Para quem mora em regiões de distribuição de energia pela EDP, o desconto acontece no final do mês de acordo com a quantidade de energia gerada pelo cliente.

Quem gera mais do que consome ganha um crédito que reduz os valores dos meses seguintes. Os descontos podem ser usados em até 60 meses. É importante ressaltar que o extra não pode ser vendido, apenas usado como crédito.

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