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Soluções para uma casa amiga da natureza, da estrutura ao telhado

Alternativas na área da engenharia ajudam a cuidar do meio ambiente nas casas e nas empresas

Em Cariacica, tijolos sustentáveis são produzidos com cimento, evitando a extração de barro de mananciais
Em Cariacica, tijolos sustentáveis são produzidos com cimento, evitando a extração de barro de mananciais
Foto: divulgação

O desejo de ver um mundo melhor requer um trabalho coletivo e, também, individual. A partir do momento em que a sociedade consegue reciclar as próprias ideias, a caminhada rumo à vida sustentável torna-se viável. Nesse contexto, um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas tem a meta global de “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”. E o ramo da construção não fica de fora.

É o caso da Bello Engenharia Sustentável, em Cariacica, que desenvolve tecnologias que reduzem o impacto ambiental, transformando insumos em produtos renováveis. “Desenvolvemos o tijolo solo-cimento, que é uma alternativa ecológica ao tijolo convencional. É um bloco que resulta da mistura de solo, cimento e água. Por meio dele, há a redução de extrativismo de barro de manancial de rio e, também, a diminuição do desmatamento”, destaca Marlon de Paula, engenheiro civil e proprietário da empresa.

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As primeiras etapas do processo de fabricação do tijolo ecológico incluem a extração, a preparação e a mistura. Na sequência, a modelagem engloba as prensas hidráulica e manual e, por último, entra a fase de armazenamento e cura. “Além das boas atitudes das pessoas em casa, diversas áreas do conhecimento se mobilizam para aderir novas práticas conscientes. Percebemos o movimento sustentável na engenharia”, acrescenta Marlon.

ENERGIA SOLAR

Outra possibilidade para deixar a casa amiga do meio ambiente é apostar na instalação de placas de energia fotovoltaica. “É um sistema adaptado nos telhados das residências. Ao ser gerada, a energia é abatida diretamente na rede de produção da sua cidade”, explica Washington Costa, diretor da Solvix. Segundo ele, as placas não precisam estar instaladas no local onde a energia será consumida.

“Para se ter uma ideia do motivo da energia fotovoltaica ser considerada uma fonte limpa, a cada KWh gerado por fontes de energia alternativa, como a energia solar, há a economia de 3.600 litros de água nos reservatórios das hidrelétricas do país”, indica Washington.

 

 

10 SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

1. Utilização de lâmpadas econômicas, fluorescentes ou LED.

2. Implantação de sistemas de sensores de presença para o acendimento automático

de lâmpadas.

3. Uso de torneiras de pressão ou com sensores de presença para acionamento automático.

4. Secadores de mãos automáticos que dispensem o uso de toalhas de papel.

5. Uso de bebedouros que dispensem o uso de copos descartáveis.

6. Ampliação do pé direito de ambientes, retirada de divisórias, implantação de janelas e outras aberturas para possibilitar ventilação. cruzada, minimizar o aquecimento de ambientes e a necessidade do uso

de equipamento de ar condicionado.

7. Implantação de beirais, venezianas e brises para quebrar a insolação.

8. Substituição de válvulas de descargas por caixas acopladas aos vasos sanitários para diminuição do consumo de água.

9. Implantação de sistemas de reúso de água para economia de energia

10. Implantação de sistemas de captação de água de chuva para economia de água.

Fonte: Programa

Agenda Ambiental na Administração Pública, produzido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA)

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