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Não tem fiador? As alternativas que evitam saia justa na hora de alugar

Há opções, como seguro fiança e capitalização, que devolvem o dinheiro no fim do contrato

Para ter  mais segurança,  contratos de aluguel exigem uma garantia, caso o inquilino fique inadimplente
Para ter mais segurança, contratos de aluguel exigem uma garantia, caso o inquilino fique inadimplente
Foto: freepik

Alugar um imóvel é sempre uma relação de confiança. Já que o proprietário entrega um bem de alto valor a outra pessoa. Por segurança, a maioria dos contratos de locação exige uma garantia do futuro inquilino para casos de inadimplência. A mais tradicional é o fiador, mas vem sendo substituído pelo aluguel calção, seguro fiança, entre outros modelos.

O fiador é uma pessoa física ou jurídica que será corresponsável pelo pagamento do aluguel, taxa de condomínio e outros encargos, caso o locatário não os cumpra. Atualmente, existem dois tipos de fiador: responsável solidário e responsável subsidiário. Em caso de inadimplência do inquilino, o primeiro deve comparecer imediatamente para quitar a dívida. O segundo só é acionado como último recurso, ou seja, em caso de dívida, a fiança é requerida após os bens do locatário terem sido executados. Por isso, pedir para quem alguém seja fiador de um contrato de aluguel é sempre uma saia justa.

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Charles Bitencourt, diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-ES), afirma que o fiador precisa ganhar três vezes o valor do aluguel, ter imóvel quitado e, se for casado, o cônjuge também deve assumir o compromisso. Contudo, alguns critérios variam de acordo com a imobiliária, um exemplo é a residência do fiador. “O mais comum é a exigência de um fiador que more na Grande Vitória ou, no máximo, no Espírito Santo”, afirma Charles.

NOVOS MODELOS

 

 

Além do fiador, o mercado possui duas formas de garantia locatícia que estão sendo muito utilizadas: o seguro fiança e o título de capitalização.

William Rodrigues, coordenador da Rede Imvista em Vitória, conta que, ultimamente, as pessoas também não querem mais assumir o compromisso de ser fiador, e as empresas começaram a investir em outras formas de garantia locatícia. “Algumas imobiliárias pedem três meses de aluguel adiantado. Uma modalidade que surgiu e está substituindo tanto a caução quanto o fiador é o seguro fiança. O locatário paga uma seguradora e ela se responsabiliza pelas dívidas. O valor fica dentro do aluguel. As seguradoras oferecem até alguns serviços de manutenção.”

A capitalização também é feita com uma seguradora. No enquanto, o locatário aplica uma quantia, que ficará rendendo durante o contrato de aluguel. Se ao final do contrato não houver nenhum sinistro, o valor é devolvido.

FACILIDADE 

Segundo Augusto César Andreão, diretor da Netimóveis, essas novas formas de garantia são boas principalmente para facilitar os contratos. “Geralmente, o cliente procura um fiador. A vantagem é não precisar desembolsar nenhum valor além do aluguel. Mas muitos desistem por constrangimento ou por falta de opção. Então, é hora de procurar alternativas.”

OPÇÕES

Seguro fiança

O inquilino paga mensalmente uma taxa para que uma seguradora assuma o papel do fiador

Título de capitalização

A diferença para o seguro fiança é que o valor é devolvido - com correção - se não houver inadimplência

Depósito caução

Inquilino paga alguns meses de aluguel adiantado

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