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Vale a pena investir na compra de imóveis em outros países?

Juros mais baixos, rentabilidade e até possibilidade de visto são algumas vantagens

Antes de comprar o imóvel, é importante avaliar o estado de conservação, já que irá administrá-lo de longe
Antes de comprar o imóvel, é importante avaliar o estado de conservação, já que irá administrá-lo de longe
Foto: Divulgação

O investimento em imóveis no exterior é um desejo de muitos brasileiros, seja pela promessa de boa rentabilidade, seja pelo interesse em ter a segunda ou terceira moradia fora do país. Para muitos, o primeiro lugar que vem em mente quando se fala nessa alternativa são os Estados Unidos, mas, nos últimos anos, aumentou também a procura pelo mercado de Portugal.

Entre as vantagens desse tipo de investimento, segundo especialistas, estão taxas de juros mais atrativas, a facilidade em obter empréstimo imobiliário, valorização crescente, opção de alugar e até a possibilidade de concessão de visto ao comprador, dependendo do destino desejado.

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A consultora de imóveis de luxo Letícia Rody explica que os primeiros passos são estudar o mercado em que deseja investir, buscar a assessoria de um profissional qualificado, traçar uma finalidade para o imóvel – muitos compram para alugar a temporada - e estabelecer o capital que pretende investir.

Ela afirma que, em geral, as taxas de juros são bem mais baixas que as praticadas no Brasil, elas ficam em torno de 5% a 5,5 % ao ano. Além disso, explica que há segurança para o comprador, o que reduz os riscos. Nos EUA, por exemplo, todo processo de compra é intermediado por um escritório de advocacia.

“O benefício do visto acima de determinado valor de investimento é um atrativo a mais. Em Portugal, por exemplo, o Golden Visa é um incentivo criado pelo governo para quem investe 500 mil euros em imóveis, observando algumas regrinhas. Para quem investe no território norte-americano, não há direito a visto. Porém, se investir em um negócio próprio, é possível a concessão do visto (EB-5), quem vem acompanhado de um green card para o investidor e sua família”, explica.

Para quem tem dúvidas se vale a pena fazer esse tipo de compra, a economista Daniela Cade observa que, como em qualquer investimento de risco, a resposta é: depende. “O objetivo, muitas vezes, é obter a segurança econômica e jurídica que alguns países proporcionam, além da proteção cambial pelo retorno ser em moedas mais valorizadas que o Real. Porém, muitos fatores devem ser levados em consideração, como o tipo do imóvel, a estrutura a ser utilizada, quem é a contraparte (o vendedor do imóvel) e por aí vai”, observa.

Ela acrescenta que algumas instituições bancárias possuem uma linha de financiamento especial para estrangeiros, entretanto, pode-se fazer escolha por linhas normais oferecidas aos residentes. Em relação ao visto permanente, a especialista observa que os valores não são baixos, porém, para quem tem maior poder aquisitivo, pode ser bastante interessante.

ANTES DE INVESTIR

1 Escolha o país

A decisão de onde comprar o imóvel vai depender dos objetivos do investidor. Alguns buscam países com economia forte, como é o caso dos Estados Unidos. Para quem deseja obter a tão sonhada livre circulação na União Europeia, pode ser interessante comprar um imóvel em Portugal, que possui pouca burocracia

2 Procure uma consultoria

A contratação de um consultor de confiança é fundamental. Cada país e região têm suas peculiaridades na arquitetura e construção. Além disso, é ideal ter uma opinião profissional de quem conhece a cultura e as preferências da população local

3 Busque um advogado Como todo processo de aquisição de imóveis, existem riscos legais e é necessário um acompanhamento formal, por isso, é importante contratar um advogado

4 Entenda as formas de pagamento

No caso de transferência bancária, o ideal é buscar as melhores instituições com serviço de remessa. Para financiar, é importante procurar um banco local e entender as principais linhas de financiamento. Normalmente, os bancos desses países possuem familiaridade com estrangeiros

Fonte: Daniela Cade, economista

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