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Linhares: polícia aguarda resultado de perícias para concluir inquérito

Enquanto isso, a Polícia Civil continua as investigações, fazendo diligências e ouvindo pessoas relacionadas ao caso

16ª Delegacia Regional de Linhares
16ª Delegacia Regional de Linhares
Foto: Samira Ferreira | Gazeta Online

A Polícia Civil aguarda o resultado das perícias para concluir o inquérito da morte dos irmãos Kauã e Joaquim durante um incêndio na casa onde moravam, no Centro de Linhares, Norte do Estado, na madrugada de 21 de abril. A informação foi apurada pela reportagem na manhã desta terça-feira (15), na 16ª Delegacia Regional do município. Segundo informações, foram feitas perícias nas áreas de Bioquímica, Medicina e até Engenharia.

Enquanto isso, a Polícia Civil continua as investigações, fazendo diligências e ouvindo pessoas relacionadas ao caso. Está previsto para esta semana o depoimento de dois membros da Igreja Batista Vida e Paz, liderada pelo pastor George Alves, padrasto de Kauã e pai de Joaquim, preso no Centro de Detenção em Viana por atrapalhar as investigações. Eles serão ouvidos a requerimento da defesa do pastor.

Quanto às perícias, a reportagem pediu uma fonte à assessoria de comunicação da Polícia Civil para falar sobre os procedimentos, mas a informação é a de que não havia fonte disponível.

A nota enviada diz ainda que "o caso segue sob segredo de Justiça, com acompanhamento do Ministério Público. Informações adicionais, além das já divulgadas, serão passadas pelo delegado responsável pelo caso, após a conclusão do inquérito policial". 

CULTOS NAS CASAS DOS FIÉIS 

Os cultos da Igreja Batista Vida e Paz de Linhares, onde os pastores George Alves Gonçalves e Juliana Salles eram líderes, passaram a ser realizados na casa de fiéis desde o fechamento do templo após a prisão de George.

O ministro de louvor da Batista Vida e Paz de Linhares, Rodrigo Felix, que também é cunhado de Juliana Salles, disse em uma breve entrevista à reportagem do Gazeta Online, na noite deste domingo (13), que o motivo do fechamento da instituição é a falta de segurança, após a repercussão do caso e a prisão de George no dia 28 de abril. O templo chegou a sofre ataques no início de maio.

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Segundo Rodrigo, que foi acompanhado de outro membro até a igreja na noite deste domingo para retirar cadeiras, os cultos continuam acontecendo, mas agora na casa de fiéis. 

"O local foi fechado porque tememos pela nossa segurança. Agora retornamos como era no início, nas células, com os cultos nas casas das pessoas, inclusive o que estou indo agora. Viemos aqui para retirar algumas cadeiras só", disse após fechar o portão com correntes e cadeado.

Membros vieram no domingo (13) à noite para pegar cadeiras na igreja
Membros vieram no domingo (13) à noite para pegar cadeiras na igreja
Foto: Brunela Alves

No local, há xingamentos contra George no portão da igreja. As placas de identificação da igreja foram retiradas segundo vizinhos, desde a madrugada de quinta-feira (10), dia do enterro dos irmãos Kauã Salles, de 6 anos, e Joaquim Alves, de 3 anos. 

TENTATIVA DE DEPREDAÇÃO

Na terça-feira (1) à noite, a igreja foi alvo de uma tentativa de depredação. Felix foi quem realizou o boletim de ocorrência e contou para a reportagem o que havia acontecido

“Tentaram rasgar a placa da igreja, chutaram o portão e tentaram abrir o cadeado à noite. Duas pessoas também gritaram dizendo que iriam queimar o lugar. Ainda não sabemos quem foi, mas na rua tem câmera de videomonitoramento que pode ter identificado as pessoas”.

Na época, Felix chegou a comentar da preocupação com relação à segurança no local. “A gente fica preocupado com a segurança dos membros porque não sabemos o que pode acontecer”, disse. (Com informações de Samira Ferreira) 

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